“Oportunidades de negócio”, “internacionalização das empresas portuguesas”, “atracção de novos mercados”, “parcerias win-win”. Estas e outras expressões, comumente utilizadas para se referir ao esforço de promoção da economia no âmbito da política externa portuguesa, são cada vez mais utilizadas por responsáveis políticos na Cooperação Portuguesa para o Desenvolvimento. Porém, este não é — ou não deve ser — o seu desígnio primordial.
No relatório AidWatch, conhecido hoje, a Confederação Europeia de organizações não-governamentais de Ajuda Humanitária e Desenvolvimento (CONCORD) alerta que, com a "atual taxa de crescimento, o compromisso assumido há mais de uma década e renovado por várias vezes de alocar 0,7% do rendimento nacional bruto (RNB) à Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD) até 2030, só será uma realidade daqui a uma geração, em 2052".
Movendo diariamente três milhões de viajantes, que contribuem para 10% do PIB mundial, o turismo tornou-se “num pilar das economias, num passaporte para a prosperidade e numa força transformadora para melhorar a vida de milhões de pessoas”. Em Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento, o sector assume-se já não só como um potencial driver da economia global, mas também como uma solução privilegiada para resolver os grandes desafios globais que ameaçam o planeta, a paz e o progresso social.
Assinala-se hoje o Dia Mundial da Ajuda Humanitária, prestando-se homenagem aos trabalhadores humanitários que perderam a vida em funções. Pedro Cruz, Diretor-executivo da Plataforma Portuguesa das Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento, foi hoje convidado da Edição da Manhã.