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porUNICEF
fonteUNICEF
a 05 FEV 2015

Cheias Malawi: número de pessoas afectadas pelas cheias persistentes duplicou num mês

Novos dados da ONU revelam que o total de pessoas afectadas e deslocadas pelas cheias no Malawi duplicou, afirmou hoje a UNICEF.

“Com estes novos números, enquanto damos prioridade aos distritos adicionais que foram gravemente afectados, precisamos de actualizar a nossa resposta a fim de assegurar que todas as crianças e famílias tenham acesso a serviços e bens de emergência”, afirmou Mahimbo Mdoe, Representante da UNICEF no Malawi. “Estamos a monitorizar cuidadosamente como se encontram as crianças deslocadas, pois sabemos que após um mês de permanência em campos apinhados, podem ocorrer surtos de doenças e um aumento dos casos de má nutrição.”


© UNICEF/NYHQ2015-0049/van de Merwe

Os números agora divulgados pela equipa de levantamento do UNDAC (United Nations Disaster Assessment and Coordination),[i] revelam que 336.000 pessoas foram deslocadas devido às cheias (inicialmente 174.000) e mais de um milhão foram afectadas (inicialmente 638.000). Ascende a 276 o número de pessoas que morreram ou estão desaparecidas, e estima-se agora que 645 pessoas tenham ficado feridas. A precipitação prossegue na região e muitos dos deslocados que se encontram em campos e centros de evacuação improvisados continuam a não ter condições para regressar a casa e reconstruir as suas vidas.

Saúde:
As questões relacionadas com a saúde e o saneamento permanecem entre as mais preocupantes. A UNICEF continua a centrar os seus esforços na prevenção, monitorização e tratamento de doenças e infecções incluindo a cólera, a disenteria, a malária e a má nutrição. Até agora 56.000 mulheres e crianças tiveram acesso à prestação de cuidados de saúde essenciais nos campos e em clínicas estatais apoiadas pela UNICEF. Os serviços de rastreio nutricional e monitorização do crescimento têm sido reforçados, e até à data 287 crianças com má nutrição graves começaram a receber tratamento.

A UNICEF e seus parceiros estão a liderar o esforço para proporcionar instalações sanitárias e de abastecimento de água limpa em número suficiente, com o apoio de DFID/UKAid, da União europeia e da USAID. Até agora, 38.721 pessoas nos campos têm acesso a latrinas, e 27.674 receberam água própria para consumo.

“A UNICEF está a trabalhar de perto com o Governo e com ONG parceiras para instalar instalações de água e saneamento suficientes para travar as doenças com origem na água, uma medida crucial para a sobrevivência das crianças mais novas,” afirmou Mdoe. “Passou um mês e estamos a atingir as metas, mas com estes novos números precisamos de voltar a incrementar os serviços para abranger os distritos adicionais a que foi dada prioridade. Temos já uma lacuna de financiamento de 3.8 milhões de dólares, e é provável que este valor venha a aumentar à medida que entrarmos na fase de recuperação.”

Educação:
As cheias levaram à interrupção da escolaridade de 300.000 estudantes dado que as escolas foram ocupadas por milhares de famílias deslocadas. À medida que as famílias vão sendo realojadas, a UNICEF está a dar apoio às escolas para que estas possam reabrir de modo a que as crianças que se encontram nos campos e as que estão em famílias de acolhimento possam prosseguir a sua educação. Para assegurar que as escolas possam continuar a abrigar famílias sem comprometer as suas funções educativas, a UNICEF forneceu tendas e material didáctico para criar espaços temporários de aprendizagem durante o dia, e alojamento para famílias à noite. 

Protecção Infantil:
As crianças que estão em campos lotados, em especial as que se viram separadas das suas famílias ou que perderam membros do seu agregado, estão vulneráveis a abusos, incluindo a violência e o tráfico.
A UNICEF tem dado apoio à colocação de mais técnicos de serviço social nas zonas afectadas, a fim de assegurar os procedimentos de apresentação de queixa em casos de violência e abusos, e agilizar uma resposta rápida.


Contexto: O Malawi sofreu//suportou chuvas abundantes no início de Janeiro, o que levou a inundações sem precedentes na região Sul e na do Sudoeste. Com pelo menos 330.000 deslocados, a UNICEF está a trabalhar no terreno através das suas equipas em Blantyre e Zomba para realizar intervenções cruciais para as populações dos distritos mais duramente atingidos: Nsanje, Chikwawa, Zomba, Mulanje e Phalombe. A UNICEF lançou um apelo para angariar 9.3 milhões de dólares destinados a cobrir a sua resposta de emergência durante três meses.

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