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porUNICEF
fonteUNICEF
a 04 FEV 2015

O Sudão do Sul está à beira de uma catástrofe nutricional se as hostilidades não cessarem de imediato

A UNICEF apelou aos grupos em conflito no Sudão do Sul para porem rapidamente em prática o acordo de cessar-fogo a que chegaram na passada segunda-feira, sob pena de vir a verificar-se uma catastrófica falta de comida nas zonas afectadas pelo conflito no país.

Com base no último levantamento de um grupo de peritos da Classificação da Fase de Segurança Alimentar Integrada (Integrated Food Security Phase Classification [IPC]) divulgado esta semana, o conflito tem vindo a reduzir drasticamente o fornecimento de alimentos e a dificultar o acesso da assistência humanitária aos que mais precisam.

Elementos da UNICEF e de entidades parceiras têm vindo a dar conta de deslocações de um grande número de pessoas em zonas de conflito devido à falta de alimentos.

O último relatório da UNICEF sobre nutrição vem corroborar as conclusões da IPC e afirma que só incrementando urgentemente a ajuda humanitária será possível evitar uma maior deterioração da situação nutricional, especialmente nos estados mais gravemente afectados.

“A UNICEF precisa de ter acesso a zonas remotas que se tornaram inacessíveis devido aos confrontos,” afirmou Jonathan Veitch, Representante da UNICEF no Sudão do Sul. “É aqui que a crise se está a agravar. Ambas as partes que acordaram o cessar-fogo precisam de chegar a um entendimento de longo prazo ou enfrentaremos uma crise alimentar crescente até ao final da época seca, que é também uma época de escassez.

“Continuamos à beira do precipício e qualquer aumento da violência levará ao corte das vias de abastecimento, à ruptura dos mercados e ao impedimento do acesso humanitário, o que seria catastrófico para as crianças gravemente mal nutridas podendo fazer aumentar drasticamente os índices de mortalidade.”

Estima-se que pelo menos 229.000 crianças sofram de má nutrição aguda severa no Sudão do Sul – um número que duplicou desde o início do conflito há pouco mais de um ano.

A trabalhar com o Programa Alimentar Mundial (PAM), a UNICEF continua a enviar ajuda para as crianças malnutridas no país. A UNICEF, com a ajuda de parceiros no terreno, proporcionou alimentos terapêuticos para tratar quase 100.000 crianças gravemente malnutridas em 2014 e visa abranger 137.000 crianças menores de cinco anos que sofrem de má nutrição aguda severa durante o ano 2015.

A UNICEF e o PAM estão também a enviar por via área equipas de peritos – denominadas Missões de Resposta Rápida – para zonas remotas onde a ajuda humanitária não chega. Durante estas missões, a UNICEF faz o despiste de má nutrição em crianças e encaminha ou trata as que sofrem de má nutrição moderada ou grave.

Está também a ser feito o registo de crianças não acompanhadas a fim de as reunificar com as suas famílias; estão a ser proporcionados serviços de saúde básicos e de educação; e a ser distribuídos artigos necessários para o abastecimento de água potável. As 37 missões realizadas até à data permitiram levar ajuda a mais de 600.000 pessoas, incluindo mais de 142.000 crianças menores de cinco anos.

A UNICEF apela urgentemente a um financiamento adicional de 34 milhões de dólares para poder continuar a intensificar a sua resposta em matéria de nutrição no Sudão do Sul no decurso de 2015.

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