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porUNICEF
fonteUNICEF
a 29 JAN 2015

UNICEF lança apelo de 3.1 mil milhões de dólares para chegar a mais crianças em situações de emergência

A UNICEF lança hoje um apelo no montante de 3.1 mil milhões de dólares – o maior de sempre – para poder chegar a 62 milhões de crianças em risco nas crises humanitárias no mundo – um salto de mil milhões de dólares nas necessidades de financiamento desde o apelo do ano passado.

“Desde catástrofes naturais mortíferas até conflitos brutais e epidemias galopantes, as crianças do mundo estão perante uma nova geração de crises humanitárias,” afirmou Afshan Khan, Directora dos Programas de Emergência da UNICEF. “Quer cheguem às manchetes quer aconteçam longe dos olhares, as emergências provocadas por fracturas sociais, alterações climáticas e doenças estão a atormentar as crianças de maneiras nunca antes vistas.”


© UNICEF/NYHQ2014-0974/El Baba


Cada vez mais crianças vêem-se confrontadas com conflitos crescentemente complexos e destrutivos, catástrofes naturais e outras emergências, incluindo a epidemia de Ébola, que estão a colocá-las em grande perigo de violência, fome, doença e abusos – e para lhes fazer face são necessários cada vez mais recursos. 

Mais de uma em cada dez crianças no mundo – ou seja 230 milhões – vivem actualmente em países e zonas afectadas por conflitos armados por si só. 

“Acabo de regressar da Síria e do Líbano, onde a vida de milhões de crianças sofreu rupturas,” afirmou Afshan Khan. “Nos últimos quatro anos, estas crianças têm sido testemunhas de actos de violência e da morte diariamente e têm sido privadas das condições básicas de vida. Este apelo vai ajudar a assegurar um futuro não só às crianças da Síria mas também a todas as crianças que sofrem o impacte das crises humanitárias.”

O apelo Humanitarian Action for Children 2015 (Acção Humanitária para as Crianças 2015) visa abranger um total de 98 milhões de pessoas, cerca de dois terços das quais são crianças, em 71 países.

  • A maior fatia do apelo destina-se à Síria e respectiva sub-região. A UNICEF está a pedir 903 milhões de dólares para a resposta regional a fim de proteger as crianças em risco e prestar assistência crucial, nomeadamente através da imunização, água potável e saneamento, e educação.
  • A UNICEF está também a apelar para a angariação de 500 milhões de dólares com vista a acelerar o seu trabalho no seio das comunidades afectadas pelo Ébola. Esse dinheiro será usado para incrementar os esforços no sentido de isolar rapidamente e tratar cada caso, prevenir surtos futuros, e continuar a promover comportamentos seguros a fim de prevenir a propagação da doença. O objectivo para 2015 é o de chegar a zero casos e dar apoio à revitalização de serviços sociais básicos.
  • Na Nigéria, onde se verificou no ano passado uma escalada de ataques por parte de grupos armados que levou a que mais de um milhão de pessoas no Nordeste do país abandonassem as suas casas, a UNICEF está a pedir 26.5 milhões.
  • Após um ano de conflito na Ucrânia, a UNICEF está a apelar para 32.45 milhões de dólares, dado que o país enfrenta uma crise humanitária em que 5.2 milhões de pessoas vivem nas zonas de conflito, mais de 600.000 pessoas tornaram-se deslocados internos e são cerca de 1.7 milhões as crianças afectadas.

O apelo inclui também crises marcadamente subfinanciadas e esquecidas nas quais as crianças têm enormes carências – incluindo o Afeganistão (35 por cento de financiamento em 2014), o Estado da Palestina (23 por cento em 2014) e o Níger (35 por cento em 2014). 

Para além da resposta humanitária imediata, os fundos angariados vão ajudar a UNICEF no seu trabalho com organizações parceiras a fim de preparar os países para catástrofes futuras através do reforço dos sistemas nacionais de preparação e da capacitação das comunidades para que se ajudem a si próprias.

“Este apelo vai permitir chegar às crianças mais vulneráveis, onde quer que estejam,” afirmou Khan. “O lugar onde uma criança nasce não deveria determinar o seu destino. Precisamos de levar serviços e cuidados cruciais a crianças que têm carências urgentes agora, de modo a proporcionarmos os elementos construtivos que lhes permitirão criar um futuro pacífico. Não se trata apenas de acção humanitária imediata pois estes investimentos a curto prazo fomentarão ganhos a longo prazo.”

Em 2014, a UNICEF prestou apoio humanitário a milhões de crianças – incluindo a vacinação de 16 milhões de crianças contra o sarampo, o tratamento de 1.8 milhões de crianças com a mais grave forma de má nutrição, prestando apoio psicológico a perto de dois milhões de crianças e proporcionando o acesso a água potável a 13 milhões de pessoas. Dois milhões de crianças passaram a ter acesso a uma melhor educação – parte crucial da resposta de emergência da UNICEF pois ajuda as crianças a recuperar rotinas e a ter esperança no futuro.

Mais informação em www.unicef.org/appeals

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