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porUNICEF
fonteUNICEF
a 27 JAN 2015

Milhares de crianças vão ser gradualmente libertadas de um grupo armado no Sudão do Sul

A UNICEF e parceiros asseguraram hoje a libertação de aproximadamente 3.000 crianças de um grupo armado no Sudão do Sul – uma das maiores desmobilizações de crianças alguma vez realizadas. O primeiro grupo de 280 crianças foi libertado hoje, na aldeia de Gumuruk no Estado de Jonglei, na região oriental do Sudão do Sul. Estão agendadas outras libertações faseadas no decurso dos próximos 30 dias.

Recrutadas pelo Facção Cobra do Exército Democrático do Sudão do Sul (SSDA) liderada por David Yau Yau, as crianças têm idades compreendidas entre os 11 e os 17 anos. Algumas delas já combatem há quatro anos e muitas nunca frequentaram a escola. No ano passado, 12.000 crianças, sobretudo rapazes, foram recrutadas e usadas como soldados por forças e grupos armados em todo o Sudão do Sul.

As crianças entregaram as armas e os uniformes numa cerimónia supervisionada pela Comissão Nacional de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração do Sudão do Sul, e pela Facção Cobra, com o apoio da UNICEF.

“Estas crianças foram obrigadas a fazer e ver coisas que nenhuma criança deveria alguma vez experienciar,” afirmou o Representante da UNICEF no Sudão do Sul, Jonathan Veitch.  “A libertação de milhares de crianças requer uma resposta massiva para proporcionar o apoio e a protecção de que estas crianças precisam para começarem a reconstruir as suas vidas.”

As crianças libertadas da Facção Cobra estão a receber apoio sob a forma de cuidados básicos de saúde e serviços de protecção bem como com bens de primeira necessidade como alimentos, água e roupa a fim de as ajudar a prepararem-se para regressar às suas famílias. Está a ser viabilizada com carácter de urgência a prestação de aconselhamento e outros programas de apoio psicológico. As crianças terão em breve acesso a programas de educação e formação oficinal.

A UNICEF está a trabalhar na localização das famílias e respectiva reunificação das crianças, uma tarefa árdua num país onde mais de um milhão de crianças se tornaram deslocados internos ou fugiram para os países vizinhos desde o início dos combates em Dezembro de 2013.
O apoio estender-se-á às comunidades locais a fim de prevenir e reduzir as eventuais situações de discriminação contra as crianças que regressam e também evitar um possível recrutamento ulterior.

“O êxito da reintegração destas crianças no seio das suas comunidades depende de uma resposta atempada e coordenada que vá ao encontro das suas necessidades imediatas e a longo prazo. Estes programas exigem recursos significativos,” declarou Veitch.

A UNICEF estima os custos da libertação e reintegração de cada criança em aproximadamente 2.330 dólares para um período de 24 meses. Até agora a UNICEF recebeu 1.6 milhões de euros da IKEA Foundation – um primeiro e decisivo contributo para financiar o programa de libertação e reintegração – e está a apelar para um contributo adicional de 10 milhões de dólares destinado a apoio. Outros doadores incluem a UE e os Comités Nacionais para a UNICEF da Alemanha e do Reino Unido.

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