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porUNICEF
fonteUNICEF
a 19 JAN 2015

UNICEF reforça ajuda humanitária às vítimas das cheias no Malawi, onde as chuvas fortes continuam

Enquanto continuam as chuvas fortes no Malawi, a UNICEF está a reforçar as suas operações de ajuda humanitária, tendo já agendado o transporte por via aérea de uma carga inicial de 90 toneladas de bens essenciais para poder chegar às pessoas mais carenciadas. 

Com as suas equipas no terreno, em Blantyre e Zomba, a UNICEF está a realizar intervenções cruciais nas localidades mais duramente atingidas: Nsanje, Chikwawa e Phalombe, todas na Bacia do rio Shire. Com especial enfoque na situação das mulheres e crianças deslocadas, o Fundo das Nações Unidas para a Infância está a dar apoio aos seus parceiros, incluindo o Governo do Malawi, a fim de proporcionar água limpa e saneamento temporário, monitorizar a situação nutricional das crianças – e tratar os casos graves – e também distribuir medicamentos essenciais às mulheres e crianças.  

“Após a observação aérea das localidades inundadas, sabemos que a escala das cheias é enorme e que é improvável que as águas recuem depressa dado que continua a chover,” afirmou o Representante da UNICEF no Malawi, Mahimbo Mdoe. “Nesta fase inicial a UNICEF está concentrada em assegurar que os sobreviventes da fúria das águas estejam a receber o apoio essencial de que precisam, nomeadamente água limpa e cuidados de saúde.”

No decurso desta semana a UNICEF vai enviar por via aérea 90 toneladas de bens de primeira necessidade, tais como: medicamentos essenciais, tendas e lonas, leite e alimentos terapêuticos para tratar a má nutrição, kits de higiene, bem como material didáctico e lúdico para ajudar à recuperação psicossocial das crianças. 

O Governo do Malawi está a liderar o mecanismo de coordenação para as iniciativas de resposta humanitária em regime de co-liderança com agências da ONU e várias ONG.

No Malawi, um dos países mais pobres da África Austral, têm-se registado chuvas invulgarmente fortes nesta estação, o que já causou a morte ou o desaparecimento de 200 pessoas e deu origem a 120.000 deslocados. Algumas dessas pessoas continuam retidas em áreas rodeadas de água, à espera de serem resgatadas, por via aérea ou marítima, pelas forças da Defesa do Malawi (MDF). As comunidades deslocadas estão a ser realojadas em escolas e campos improvisados, mas os abrigos e as instalações sanitárias decentes são escassos. Segundo as previsões, as chuvas continuarão até ao mês de Março.

“As águas estagnadas e o saneamento precário podem ser fatais para as crianças mais novas, pelo que estamos numa autêntica corrida contra o tempo para fazer chegar água limpa, saneamento e produtos médicos”, acrescentou o Representante da UNICEF no país.
 

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