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porUNICEF
fonteUNICEF
a 05 DEZ 2014

Serra Leoa: Em comunidades em risco, a luta contra o Ébola e a malária seguem a par

Cerca de 2.4 milhões de pessoas vão receber medicamentos anti-malária durante uma campanha que começa hoje com o apoio da UNICEF. Dado que a estação em que a infecção pelo mosquito da malária atinge o seu pico na Serra Leoa, esta campanha visa reduzir os casos da doença, aliviar a pressão sobre o sistema de saúde e permitir que os casos que são realmente de Ébola sejam identificados e tratados.

“A malária é a principal causa de morte na Serra Leoa, mas alguns doentes que podem estar infectados não procuram os cuidados necessárias com receio de serem rejeitados pelos centros de saúde por suspeita de terem Ébola,” afirmou Roeland Monasch, Representante da UNICEF no país. “Há pessoas a morrer nas suas comunidades por falta de diagnóstico e tratamento. Esta campanha vai ajudar simultaneamente a luta contra a malária e contra o Ébola ”

Os sintomas da malária – febre, dores de cabeça e das articulações – são semelhantes aos do Ébola e na fase inicial pode ser mal diagnosticada, provocando confusão nos pacientes e nos técnicos de saúde, e dar origem a encaminhamento desnecessário para Unidades de Tratamento do Ébola.

Diminuir o número de pessoas que apresentam febres altas vai reflectir-se na redução do número de doentes que necessitam de despistagem e tratamento em isolamento para excluir o Ébola como causa dos sintomas apresentados. E vai também contribuir para a diminuição do risco dos doentes com malária contraírem o vírus do Ébola.

No âmbito desta campanha, que está a ser apoiada pelo Governo da Alemanha, mais de 9.300 agentes de saúde comunitários com formação adequada irão deslocar-se porta-a-porta em zonas onde o risco de Ébola é mais elevado para ajudarem a administrar comprimidos anti-malária a todas as crianças com mais de seis meses e a todos os adultos. Será também dada informação às famílias sobre as semelhanças dos sintomas da malária e do Ébola e sobre a importância de tomar este medicamento que lhes pode salvar a vida.

“O sucesso desta campanha vai depender do modo como os pais e as famílias aderirem a  esta oportunidade,” afirmou Roeland Monasch. “Os comprimidos anti-malária são eficazes e devem ser tomados de acordo com as indicações dos agentes de saúde. Desta forma, todos os cidadãos podem desempenhar o seu papel na redução da mortalidade e das consequências dramáticas da malária na Serra Leoa, mas também no esforço de combate ao Ébola.”

Em Janeiro de 2015, irá decorrer uma segunda ronda de distribuição de medicamentos anti-malária levada a cabo por vários parceiros no terreno.

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