|
porUNICEF
fonteUNICEF
a 28 NOV 2014

1.1 milhões de infecções por VIH em crianças evitadas desde 2005, diz a UNICEF

Um número estimado em 1.1 milhões de infecções por VIH entre crianças menores de 15 anos foi evitado, dada a diminuição de casos novos em mais de 50 por cento, entre 2005 e 2013, segundo dados revelados hoje pela UNICEF, antecipando o Dia Mundial da SIDA.

Este extraordinário progresso é resultado do aumento do acesso de milhões de mulheres grávidas que vivem com o VIH a serviços de Prevenção da Transmissão de Mãe para Filho (prevention of mother to child transmission - PMTCT). Estes incluem o tratamento do VIH durante toda a vida, que reduz significativamente a transmissão do vírus aos bebés e mantém as suas mães vivas e em boas condições.

“Se conseguimos evitar 1.1 milhões de novas infecções por VIH em crianças, podemos proteger todas as crianças do VIH – mas apenas se conseguirmos chegar a todas as crianças,” afirmou Anthony Lake, Director Executivo da UNICEF. “Temos de acabar com as desigualdades, e fazer mais para chegar a todas as mães, todos os recém-nascidos, todas as crianças e todos os adolescentes com programas de prevenção e tratamento de VIH que podem salvar e melhorar as suas vidas.”

© UNICEF/RWAA2011-00631/Noorani
 

Os declínios mais acentuados ocorreram entre 2009 e 2013 em oito países africanos: Malawi (67%); Etiópia (57%); Zimbabwe (57%); Botswana (57%); Namíbia (57%); Moçambique (57%); África do Sul (52%) e Gana (50%).

Mas o objectivo global de reduzir as novas infecções por VIH em 90 por cento entre 2009 e 2015 continua fora do alcance. Apenas 67 por cento das mulheres grávidas que vivem com VIH em todos os países de baixo e médio rendimento receberam os medicamentos anti-retrovirais mais eficazes de Prevenção da Transmissão de Mãe para Filho em 2013.

As disparidades no acesso a tratamento são um entrave ao progresso. Ente as pessoas que vivem com VIH em países de baixo e médio rendimento, os adultos têm muito maior probabilidade de aceder a terapia anti-retroviral (TAR) do que as crianças. Em 2013, 37 por cento dos adultos maiores de 15 anos receberam tratamento, percentagem que nas crianças (entre os 0 e os 14 anos), foi de apenas 23 por cento, ou seja, menos de 1 em cada 4.

As tendências de mortalidade devida à SIDA nos adolescentes também são motivo de preocupação. Enquanto em todos os outros grupos etários se verificou um declínio de quase 40 por cento das mortes relacionadas com a SIDA entre 2005 e 2013, os adolescentes (10-19 anos) são o único grupo no qual as mortes relacionadas com a SIDA não estão a baixar.

A ‘Actualização Estatística sobre Crianças, Adolescentes e a SIDA’ da UNICEF (Statistical Update on Children, Adolescents and AIDS) é a mais recente análise de dados globais sobre crianças e adolescentes desde o nascimento até aos 19 anos de idade.

Para aceder a todos os dados, por favor visite: www.childrenandaids.org

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
2019
2018
2017
2016
2015
2014
2013
2012
2011
2010