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porUNICEF e PAM
fonteUNICEF e PAM
a 09 JUL 2014

UNICEF e PAM enviam ajuda de emergência às pessoas que se encontram em situação de carência extrema em zonas remotas do Sudão do Sul

A UNICEF e o PAM (Programa Alimentar Mundial) estão a levar a cabo missões conjuntas para chegar rapidamente às pessoas que se encontram numa situação desesperada em zonas remotas do Sudão do Sul, onde o número de crianças em perigo de morte devido a causas relacionadas com a má nutrição aumentou drasticamente e onde se avizinha uma situação catastrófica de fome.

Por todo o país está a ser implementado um Mecanismo de Resposta Rápida para que as equipas de pessoal de emergência e bens de primeira necessidade possam ser levados por via aérea para zonas remotas a fim de responder às necessidades urgentes de pessoas que têm pouco ou nenhum acesso a assistência humanitária. A situação é particularmente aflitiva nos três estados afectados pelo conflito – Jonglei, Unidade e Alto Nilo – onde segundo os dados disponíveis 60 a 75 por cento da população se encontra numa situação de insegurança alimentar grave.

Estima-se que 235.000 crianças menores de cinco anos precisam de tratamento para a má nutrição aguda severa (um grau extremamente elevado de má nutrição) este ano – o dobro do ano passado. Para além destas, mais 675.000 crianças precisam de tratamento para um grau de má nutrição ligeiramente inferior (moderado). Até à data, devido às inúmeras dificuldades no terreno, as agências humanitárias só conseguiram chegar a cerca de 10 por cento destas crianças com o tratamento que precisam.

“Muitas pessoas que abandonam as suas casas têm de caminhar durante dias sem nada para comer até chegarem a cidades como a capital do estado de Bentiu na esperança de encontrar algum apoio. Algumas, em especial as crianças, chegam num estado de má nutrição tão extremo que não há nada a fazer para as salvar,” afirmou Jonathan Veitch, Representante da UNICEF no país. “Temos de chegar urgentemente às populações mais distantes com bens e serviços essenciais para as poupar a esta jornada extremamente perigosa. O Mecanismo de Resposta Rápida dá-nos flexibilidade para nos focarmos nas pessoas que mais precisam de assistência, e especialmente nas crianças.”

As equipas destacadas para os locais mais remotos registam as pessoas e distribuem alimentos vitais, muitas vezes directamente a partir do ar; e tratam as crianças que sofrem de má nutrição, fornecem água, artigos de saneamento e higiene e serviços básicos; identificam as crianças que ficaram separadas das suas famílias e prestam serviços vitais. Neste momento, estão a ser fornecidos suplementos nutricionais a crianças menores de cinco anos que ainda não apresentam sinais de má nutrição, a fim de evitar que venham a ficar nesse estado. Até à data, foram feitas missões em 15 localidades, que levaram ajuda a mais de 200.000 pessoas, das quais 70.000 crianças menores de cinco anos. As equipas do PAM chegaram também a mais 14 locais com ajuda para cerca de 350.000 pessoas.

“Pessoal de ajuda humanitária com experiência de terreno em zonas de muito difícil acesso relata que estas são as piores condições que alguma vez viram,” alertou Joyce Luma, Directora do PAM no Sudão do Sul. “O trabalho destas equipas é crucial para evitar uma fome generalizada. Precisamos urgentemente de fundos para expandir o nosso raio de acção e ter uma presença fixa em zonas remotas a fim de evitar uma catástrofe.”

O PAM começou a implementar pela primeira vez o Mecanismo de Resposta Rápida em Janeiro, ao qual a UNICEF e outros parceiros se juntaram em Março para aumentar a capacidade de resposta e por em prática uma assistência mais abrangente. Neste momento, equipas estão a trabalhar em Koch e Nihaldu, no estado de Unidade, onde chegaram a 58.700 pessoas que anteriormente não tinham tido qualquer tipo de assistência.

O estado de debilidade das pessoas à chegada a Bentiu levou as equipas no terreno a fazerem um levantamento conjunto a fim de identificar as zonas de onde vinham. Relatos iniciais destas equipas dão conta de níveis de má nutrição extremamente elevados entre as crianças menores de cinco anos. Estão previstas novas missões nos próximos dias noutras zonas do estado de Unidade. Com base nos levantamentos e durante os próximos meses, a UNICEF, o PAM e outros parceiros vão trabalhar em 30 locais de difícil acesso nos estados de Jonglei, Unidade e Alto Nilo.

O conflito no Sudão do Sul já obrigou cerca de 1.5 milhões de pessoas a abandonar as suas terras. Mais de 1.1 milhões de pessoas – das quais mais de metade são crianças – vivem em tendas improvisadas no interior do país com pouco ou nenhum acesso a ajuda humanitária. Quatro milhões de pessoas enfrentam níveis de insegurança alimentar de emergência. A UNICEF volta a alertar para a situação de 50.000 crianças menores de cinco anos cujo grau de má nutrição é extremamente elevado e que correm risco de morrer se não receberem o tratamento de que precisam.

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