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porUNICEF
fonteUNICEF
a 10 ABR 2014

Informação vital ajuda a conter a propagação do Ébola na África Ocidental

Em colaboração com os Ministérios da Saúde e outros parceiros em sete países da África Ocidental, a UNICEF está a utilizar a difusão de mensagens através de telemóveis, programas de rádio, televisão e campanhas porta-a-porta para disseminar informação crucial a fim de conter a propagação do vírus Ébola, que tantas vezes é fatal.

“A maioria das pessoas nesta parte do mundo nunca ouviu falar do Ébola,” afirmou Guido Borghese, Consultor da UNICEF para a Sobrevivência e Desenvolvimento Infantil para a África Central e Oriental. “Num ambiente como este, os receios infundados e os rumores espalham-se rapidamente. Mais do que nunca, é crucial que as famílias tenham os meios e a informação correcta para se protegerem e para evitarem mal entendidos.”

Em colaboração com parceiros como a Cruz Vermelha e a Organização Mundial de Saúde (OMS), a UNICEF está a avançar com medidas para pôr em prática estratégias de comunicação que tenham em conta aspectos culturais locais, e a alertar e sensibilizar as comunidades acerca do Ébola nos sete países em risco ou afectados na região da África Ocidental.


© UNICEF Guiné

Na Guiné, Libéria, Serra Leoa, Costa do Marfim, Guiné-Bissau e no Senegal e Mali estão a ser levadas a cabo acções de sensibilização nos meios de comunicação, incluindo digitais, e porta-a-porta para evitar a propagação da doença nas comunidades, entre trabalhadores da área da saúde nas mesquitas, igrejas, escolas, centros de saúde e mercados.

Por outro lado, a UNICEF está a fornecer bens essenciais como sabão, cloro e luvas às pessoas nas comunidades afectadas na região.

A África Ocidental está a enfrentar o primeiro surto de Ébola na região, para o qual não existe uma vacina nem cura. Até ao dia 8 de Abril, a  doença já tinha ceifado a vida de 111 pessoas na Guiné e na vizinha Libéria. No total, foram reportados 178 casos suspeitos ou confirmados na Guiné e na Libéria, bem como seis casos suspeitos na Mali.

“Programas de rádio, materiais de informação impressos, programas de televisão e mesmo mensagens de voz enviadas directamente para telemóveis – estamos a usar todos os meios de comunicação adequados para chegar ao maior número de pessoas, passar a palavra em línguas locais e salvar vidas,” acrescentou Guido Borghese. “Estamos numa corrida contra o tempo para evitar que este surto alastre ainda mais na região da África Ocidental.”

“O Ébola mata. Mas o número de vidas que estão em risco devido a falta de informação ou desinformação através de rumores é ainda maior,” sublinhou Guido Borghese. “Não há uma vacina contra o Ébola. Levar os doentes com sintomas suspeitos aos centros de saúde o mais rapidamente possível aumenta as hipóteses de sobrevivência e evita que outras pessoas sejam infectadas.”

A UNICEF lançou um apelo urgente de 1.2 milhões de dólares para a Guiné e de perto de 1.3 milhões de dólares para os países vizinhos (Libéria, Serra Leoa, Senegal, Guiné Bissau e Mali) a fim de fornecer desinfectantes, medicamentos essenciais, bens de primeira necessidade e apoio em comunicação, que são absolutamente necessários para impedir que o Ébola alastre ainda mais pela África Ocidental. 

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