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porAIDGLOBAL
fonteImpulso Positivo
a 26 AGO 2013

Conhecer os livros - Projecto “Rede de Bibliotecas Escolares do Distrito do Chibuto, Moçambique

O Projeto “Rede de Bibliotecas Escolares do Distrito do Chibuto, Moçambique” é promovido pela AIDGLOBAL com o intuito de combater a alta taxa de iliteracia e os baixos níveis de leitura no Distrito do Chibuto, decorrentes essencialmente das dificuldades do acesso ao livro. Depois de já se terem construído 3 bibliotecas, reforçado mais duas e criado uma biblioteca móvel, a AIDGLOBAL é já conhecida no terreno como “a ONG das Bibliotecas”.

Organização: AIDGLOBAL
Projecto de Cooperação: Rede de Bibliotecas Escolares do Distrito do Chibuto, Moçambique

Necessidade Identificada: O projeto “Rede de Bibliotecas Escolares do Distrito do Chibuto” surge para combater a alta taxa de iliteracia e os baixos níveis de leitura no Distrito do Chibuto, decorrentes essencialmente das dificuldades do acesso ao livro. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística de Moçambique, 54,1% da população do Distrito é analfabeta, sendo que apenas 37,1% fala português. Com uma estrutura mínima e quase inexistente de bibliotecas escolares, o projeto nasceu não só para facilitar o acesso ao livro, como também para promover a leitura num universo de 9.620 alunos de oito escolas primárias e secundárias, através da criação de bibliotecas escolares, reforço dos fundos das já existentes e visitas à Biblioteca Municipal do Chibuto e, ainda, para desenvolver ações de formação para os docentes.

Descrição do Projeto: Financiador: Instituto Camões (antigo IPAD).

Parcerias locais: Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia do Chibuto, Concelho Municipal do Chibuto e Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa – Instituto Médio de Ciências Documentais (CIDOC). Apoiantes: Rede de Bibliotecas Escolares de Portugal, Delta Cafés, Miranda Correia Amendoeira & Associados, Fundação Calouste Gulbenkian, Editorial Ndjira e Texto Editores.

Numa primeira fase, iniciada em março de 2011, o projeto centrou-se na reabilitação dos espaços das bibliotecas escolares, no apetrechamento das escolas envolvidas e, também, da Biblioteca Municipal do Chibuto, com novos livros e mobiliário escolar, sempre em estreita colaboração com as instituições locais parceiras. Seguidamente, numa segunda fase, foram dinamizadas ações de formação e capacitação de professores e técnicos em Gestão de Bibliotecas Escolares e Dinâmicas de Promoção da Leitura, a fim de envolver docentes no funcionamento das bibliotecas. Numa última fase, foram organizadas várias visitas de alunos às bibliotecas escolares e à Biblioteca Municipal para apresentar as novas instalações aos beneficiários e fomentar o gosto pela leitura. O projeto terminou com um seminário, promovido pela AIDGLOBAL, para a partilha de boas práticas com as escolas envolvidas e os parceiros locais, a fim de ultrapassar obstáculos e assegurar a continuidade das bibliotecas.

Resultados Obtidos: Ao longo dos 19 meses de implementação do projeto, entre março de 2011 e setembro de 2012, foram criadas três bibliotecas escolares, designadamente na Escola Secundária de Mohambe, na Escola Secundária de Malehice e na Escola Primária Completa do Bairro da Unidade. Foram, também, reforçadas com novos livros e equipamento mais duas bibliotecas escolares − Escola Secundária do Chibuto e Escola Primária Completa de Macunene – e, ainda, a Biblioteca Municipal do Chibuto. A Escola Primária Completa de Muxuquete recebeu a “Bibliotchova”, um modelo de biblioteca móvel com 436 volumes. Num total, foram entregues às escolas 17 computadores e 3.011 livros, além dos 119 exemplares adquiridos para a Biblioteca Municipal do Chibuto. Complementarmente, foram formados 15 técnicos em Gestão de Bibliotecas e 43 professores em Dinâmicas de Promoção da Leitura.
 
Pontos Fortes e Fracos do Projeto: Após cinco anos de presença no terreno, a AIDGLOBAL, já conhecida como “a ONG das bibliotecas”, contribuiu com este projeto para a efetiva criação de uma rede de bibliotecas escolares no Distrito do Chibuto, atuando num universo de 9.620 alunos. O ponto forte do projeto foi o envolvimento das escolas e instituições locais, tendo sido promovida a participação de todos os parceiros no projeto, logo desde a fase de diagnóstico. Entre os pontos fracos, é de apontar a falta de tempo salientada pelos professores-bibliotecários para realizar todas as tarefas inerentes ao funcionamento normal das bibliotecas, assim como algumas dificuldades na implementação da “Bibliotchova” na escola de Muxuquete, que resultou demasiadamente pesada para ser deslocada pelas instalações. Estes aspetos constituirão pontos de referência para um aperfeiçoamento aquando da aplicação de projetos a desenvolver na área.

(Artigo escrito ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico)

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