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fonteFEC
a 09 JUL 2013

405 portugueses participam em ações de voluntariado missionário internacional

405 jovens e adultos realizam este ano projetos de voluntariado missionário em países em desenvolvimento e 1073 em Portugal.

África, América do Sul, América Central e Ásia recebem 405 voluntários portugueses. Destes, 114 partem para Moçambique, 98 para Cabo Verde e 69 para Angola. São Tomé e Príncipe acolhe 48 voluntários, a Guiné-Bissau 31, o Brasil 25 e Timor-Leste 14. Três voluntários marcam ainda presença no Perú, um nas Honduras, um em El Salvador e um outro na República Centro Africana.

Este é o resultado de um inquérito feito às 61 Entidades que integram a Rede de Voluntariado Missionário coordenada pela FEC, sendo que das 61, em 2013, 37 (menos sete que no ano passado) enviam voluntários em missão. Entre elas estão: ONGD, IPSS, Associações Juvenis, Congregações Religiosas, Paróquias, Dioceses, Fundações e grupos informais de jovens e adultos. 

Jovens mulheres estudantes compõem a maioria do grupo de voluntários

São 350 as pessoas que fazem voluntariado nos países em desenvolvimento, integradas em projetos considerados de curta duração, ou seja, entre 1 a 6 meses. 55 pessoas dedicam um ou dois anos da sua vida ao Voluntariado para a Cooperação de inspiração cristã. No total, são 405 voluntários que contribuem para o desenvolvimento de países de África, América do Sul, América Central e Ásia.

A maioria dos voluntários que parte para missões internacionais é estudante (49%), tem entre os 18 e os 25 anos (65%); e é do sexo feminino (69%). É de salientar que 20% dos voluntários de curta duração estão empregados e disponibilizam as suas férias para desenvolver projetos de voluntariado em países em desenvolvimento.

Jovens em idade ativa pedem licenças sem vencimento e desempregam-se para partir em missões de longa duração

Dos voluntários que dedicam 1 ou mais anos ao voluntariado missionário, 38% têm entre os 18 e os 25 anos. 34% destes jovens deixaram o emprego que tinham para partir em missão, sendo que 16% desempregaram-se e 18% pediram licença sem vencimento.

Educação/Formação é a área de maior intervenção e crianças são o público-alvo preferencial

Educação/Formação, Animação Sociocultural, Pastoral, Construção de Infraestruturas e Saúde são as áreas de intervenção das Entidades que atuam nos países em desenvolvimento, promovendo ações de Voluntariado Missionário, sendo que a maioria tem intervenções em diferentes áreas e privilegia as primeiras três – 91% das organizações trabalham na área da Educação/Formação; 60% na área da Animação Sociocultural; e 60% na Pastoral.

Os principais destinatários das ações do Voluntariado Missionário são as crianças (95%), seguindo-se os jovens (76%), as famílias e mulheres (49%). Professores (30%), população idosa (25%) e técnicos de associações (19%) também são alvo das intervenções dos voluntários.

Aprendizagem de novas formas de estar/ser e vontade de continuar a dar apoio a projetos locais a partir de Portugal são as principais transformações sentidas pelos voluntários

Participar num projeto de voluntariado missionário dá aos voluntários a oportunidade de se envolverem num processo de educação não-formal, que os torna cidadãos ativos, atuantes e comprometidos com a transformação da realidade social, em benefício do bem comum. De acordo com as entidades inquiridas, no regresso de missão, os voluntários dão maior importância à aprendizagem de novas formas de estar/ser (100%), sendo que o trabalho junto de pessoas de outras culturas, com hábitos e costumes distintos, permite-lhes contactar com diferentes formas de ser pessoa, respeitando cada uma na sua dignidade.

As necessidades de desenvolvimento social e económico são muitas, por isso, ao regressar a Portugal, os voluntários comprometem-se a continuar a apoiar os projetos locais a partir do seu país (70%).

A vivência prolongada numa cultura distinta sensibiliza os voluntários para as questões relacionadas com a interculturalidade (62%) e permite-lhes ter maior consciência das interdependências globais (57%). Por outro lado, viver junto de populações carenciadas e com poucos recursos, desperta nos voluntários a valorização dos recursos naturais, como a água (45%). E, muitos, desejam voltar para o país de missão para aí trabalharem numa empresa, ONGD ou Associação (54%).

Em Portugal, os voluntários trabalham com crianças, jovens e idosos

1073 jovens e adultos realizam atividades de voluntariado missionário em Portugal, tanto em ações pontuais ao longo do ano (ex.: férias), como em ações regulares  durante o ano.

A maior parte do trabalho em Portugal é realizada na área da Animação Sociocultural (72%), da Pastoral (58%) e da Educação (55%). Os voluntários dedicam o seu tempo, conhecimento e atenção às crianças (27%), jovens (24%), idosos (23%) e famílias (11%).

Espalhados pelo país, os projetos de voluntariado multiplicam-se pela região de Lisboa e Vale do Tejo, Beiras (Alta e Baixa) e Alentejo.

O Voluntariado Missionário

O Voluntariado Missionário é uma das muitas expressões que o Voluntariado pode assumir. Aproxima-se do Voluntariado Internacional para a Cooperação, mas distingue-se pela sua génese cristã-católica.

Desde 2002 que a FEC dinamiza a Rede do Voluntariado Missionário e, anualmente, reúne os dados que contribuem para as estatísticas desta realidade que se tem vindo a consolidar ao longo dos últimos 24 anos em Portugal. João Paulo II lançou o apelo “Portugal, convoco-te para a Missão” quando visitou o nosso país em 1991.

Nestas duas últimas décadas, Portugal correspondeu com 4901 respostas positivas no que respeita ao voluntariado missionário realizado nos países em desenvolvimento.

(Artigo escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico)

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