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porPedro Cruz
fontePlataforma
a 26 JUN 2013

ONGD e Academia encontram-se para discutir articulação e trabalho conjunto

Procurando criar pontes para um maior diálogo e colaboração entre ONGD e Universidades, decorreu no passado dia 25 de Junho, o encontro de reflexão “Universidades/ONGD – Trabalhar em conjunto: Financiamentos internacionais, um imperativo nacional”, no âmbito do Mecanismo de Apoio à Elaboração de Projectos de Cooperação para o Desenvolvimento promovido por quatro Fundações Portuguesas – Fundação Calouste GulbenkianFundação EDPFundação Luso-Americana e Fundação Portugal África – com o apoio do Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, e dinamizado pelo CEsA – Centro de Estudos sobre África e do Desenvolvimento.

Para além do aprofundamento de parcerias entre ONGD e a Academia, este encontro procurou igualmente apresentar algumas das principais linhas de financiamento internacionais acessíveis quer às Universidades quer às ONGD e em que as parcerias multi-actores são cada vez mais incentivadas e valorizadas.

Pedro Krupenski, Presidente da Plataforma Portuguesa das ONGD, apresentou sinteticamente as principais áreas de intervenção, sectoriais e geográficas, das ONGD portuguesas, bem como as principais mais-valias das suas intervenções. Teve também oportunidade de sublinhar que, não só o contexto actual de redução de financiamentos recomenda a efectivação de parcerias entre os vários tipos de entidade que intervêm na Cooperação para o Desenvolvimento, como também a própria complementaridade entre estas entidades deve impor essas parcerias. Manifestando o empenho da Direcção da Plataforma em, à semelhança do trabalho já iniciado com o sector privado, criar condições para que o aprofundamento da colaboração entre ONGD e Academia dê brevemente passos muito concretos. Pode ver a apresentação aqui.

Créditos: FCG

Ricardo Miguéis, em representação da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), apresentou o Horizon 2020, um programa europeu de financiamento da inovação e ciência, integrado no 8º Programa Quadro de Investigação e Inovação promovido pela Comissão Europeia e que para o período entre 2014-2020 terá disponível um orçamento de 80 mil milhões de euros e reúne pela primeira num único programa todo o financiamento da UE para a área da inovação e investigação. Um dos pilares do Horizon 2020, designado por Desafios Societais, abrange uma série de áreas em que as ONGD intervêm. este será certamente um dos mecanismos de financiamento de projectos que poderá incentivar a apresentação candidaturas conjuntas por parte de ONGD e Universidades.

Maria Hermínia Cabral, Directora do Programa Gulbenkian de Ajuda ao Desenvolvimento da Fundação Gulbenkian, apresentou brevemente o Mecanismo de Apoio à Elaboração de Projectos de Cooperação para o Desenvolvimento criado em 2011 e no âmbito do qual foram apresentadas 46 candidaturas, tendo 15 delas sido aprovadas. De salientar que este mecanismo prevê uma majoração de 20% para candidaturas em que estejam previstas parcerias com centros de investigação.

Finalmente, Tânia Santos do CEsA/ISEG, entidade responsável pela dinamização do Mecanismo e divulgação de informação sobre potenciais linhas de financiamento internacionais a que as ONGD nacionais podem concorrer, apresentou alguns exemplos de Fundações Internacionais que já financiaram projectos nas áreas geográficas de intervenção das ONGD portuguesas. Para além das mais conhecidas, Gates e Open Society Foundations, também a Mava Foundation, a Cisco Foundation, a Berghof Foundation ou o Wuppertal Institute, disponilibilizam linhas de financiamento acessíveis às organizações portuguesas.

Seguiu-se um momento de debate em que os mais de 70 representantes de ONGD e Universidades nacionais presentes no encontro puderam expor opiniões relativamente ao tema em debate e colocar questões concretas sobre a possível operacionalização de parcerias conjuntas.

A finalizar, Maria Hermínia Cabral referiu, em nome das quatro fundações promotoras do evento, que brevemente seriam anunciados novos encontros, sectoriais, em que se procurará que ONGD e Universidades possam dar seguimento ao debate iniciado e focalizá-lo em temas específicos que permitam estabilizar ideias para projectos comuns.

Pode consultar as conclusões aqui.

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