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porCésar Neto
fontePlataforma
a 24 MAI 2013

Ciclo de Cinema Direitos e Desenvolvimento: “Sweet Dreams”

No passado dia 23 de Maio, por ocasião do Dia de África (25 de Maio) teve lugar, no auditório da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a exibição do filme “Sweet Dreams”, produzido e realizado por Lisa Fruchtman e Rob Fruchtman.

Em 1994, o Ruanda sofreu um genocídio devastador. Perto de um milhão de pessoas foram mortas. E quando tudo acabou, os que permaneceram estavam mortos por dentro. O filme fala-nos de Ingoma Nshya, um grupo de percussões unicamente composto por mulheres e que está aberto a mulheres de ambos os lados do conflito. Para estas mulheres – órfãs, viúvas, esposas e filhas de autores de crimes –, o grupo tem sido um lugar para começar a viver de novo, para construir novos relacionamentos, para curar as feridas do passado, batendo ritmos de poder e alegria. Persiste no entanto, a luta para sustentar suas famílias.

A projecção serviu de pretexto para um debate e contou com a presença de Teresa Feria, Presidente da Associação Portuguesa de Mulheres Juristas e Teresa Ricou, Presidente da Direcção do Chapitô. Foi moderado por Júlia Galvão Alhinho, Responsável pela Comunicação para Portugal do UNRIC.

Teresa Ricou começou por explicar o papel das artes e cultura para ajudar pessoas, comunidades e sociedades a reconciliarem-se com um passado violento e a avançar para um futuro melhor. Referiu que a cultura não sara as feridas, mas ajuda a unir as pessoas, é fundamental para a inclusão social. A cultura deve estar ao serviço da sociedade, com um papel denunciador, animador, educador, contribuindo para a justiça social, mesmo com todas as dificuldades que se enfrentam.

Teresa Feria centrou a sua intervenção no papel da justiça, realçando a importância da intervenção internacional nestes conflitos, visível, por exemplo, através da criação do tribunal penal internacional, tribunal que recebe imensas queixas. Um dos exemplos da importância deste tribunal é o facto de neste momento as violações e agressões sexuais serem consideradas crime contra a humanidade, devido ao que se passou na Jugoslávia e principalmente no Ruanda.

O debate contou ainda com a participação activa dos espectadores.

Esta foi mais uma sessão do Ciclo de Cinema “Cine-ONU / Direitos e Desenvolvimento”, organizado pela Plataforma Portuguesa das ONGD em parceria com o UNRIC e com o apoio da CPLP.

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