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porSBR//MLL
fonteLusa
a 06 FEV 2013

PSD e CDS-PP propõem grupo parlamentar para avaliar futuro da cooperação

Os deputados do PSD e do CDS-PP pretendem criar um grupo de trabalho sobre cooperação, que será oficializado no dia 19 de fevereiro e que, entre outras coisas, vai fazer “um conjunto de recomendações” ao Governo.

Em declarações à Lusa, Mónica Ferro, uma das deputadas que subscreve a proposta de criação do Grupo de Trabalho sobre Cooperação, entregue na Assembleia da República na terça-feira, explicou que se pretende dar início a “uma reflexão” sobre o período pós-2015, prazo definido pelas Nações Unidas para se atingir as oito metas conhecidas como Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).

Comprovada que está a impossibilidade de atingir algumas daquelas metas, as próprias Nações Unidas estão agora focadas em definir o cenário pós-2015.

“Os oito ODM estão longe de estar concretizados e, portanto, há que pensar o que a cooperação internacional vai fazer a seguir”, realça Mónica Ferro.
Reconhecendo que os ODM foram “um esforço meritório, que deu muitos frutos e salvou muitas vidas”, a deputada social-democrata recorda que não atingiram “a ideia fundamental”, impondo-se agora a “atualização” das metas, o que pode passar por “incluir indicadores novos”.

Os grupos parlamentares do PSD e do CDS-PP consideram que a sociedade portuguesa “não pode estar alheada” dessa discussão e que o parlamento pode ser “a faísca” de um “processo de reflexão” sobre cooperação.

O grupo de trabalho, que será oficialmente aprovado em reunião no dia 19 de fevereiro e ficará na tutela da Comissão Parlamentar dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades Portuguesas, será aberto à “participação de todos os grupos parlamentares”, frisou Mónica Ferro.

“O nosso objetivo vai ser, no prazo de 120 dias, ter um conjunto de recomendações ao Governo nesta matéria”, adiantou a deputada, realçando que se pretende igualmente “garantir que a discussão pós-ODM em Portugal não vai ser feita setorialmente”, mas sim no parlamento.

“Os países lusófonos estão no topo das nossas preocupações, quer pelos bons motivos, quer pelos motivos menos satisfatórios”, referiu ainda a deputada, destacando o “exemplo extraordinário” de Cabo Verde, que “conseguiu atingir muitos ODM”.

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