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porCésar Neto
fontePlataforma
a 25 JAN 2013

Ciclo de Cinema Direitos e Desenvolvimento: “O Cônsul de Bordéus”

No passado dia 24 de Janeiro teve lugar, no auditório da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a exibição do filme “Aristides de Sousa Mendes – o Cônsul de Bordéus”, realizado por Francisco Manso e João Correa.

O filme, que contou com casa cheia, apresenta a história de Aristides de Sousa Mendes, Cônsul de Portugal em Bordéus no ano da invasão da França pela Alemanha Nazi na Segunda Guerra Mundial, que desafiou ordens expressas de Salazar, então Ministro dos Negócios Estrangeiros e Chefe do Governo, ao conceder 30 mil vistos de entrada em Portugal a refugiados de todas as nacionalidades que desejavam fugir da França.

A projecção serviu de pretexto para um debate em torno da construção e manutenção da paz e contou com a presença de Francisco Manso, co-realizador do filme, António Sousa Mendes, representante da Fundação Aristides Sousa Mendes, António Pacheco, Director de Projecto da Pro Dignitate - Fundação de Direitos Humanos, e Manuel Lapão, da Direcção de Cooperação da CPLP. A moderação esteve a cargo de Júlia Galvão Alhinho, Responsável pela Comunicação para Portugal do Centro Regional de Informação das Nações Unidas (UNRIC).

Neste debate, Fernando Manso começou por referir que a aposta neste filme se deve ao facto de Aristides Sousa Mendes ter sido uma personalidade de excelência, uma referência internacional, razão pela qual se fica surpreendido com o facto de, até ao momento, muito pouco ter sido feito para contar esta história.

António Sousa Mendes, sobrinho-neto do Cônsul Sousa Mendes, referiu que o segredo sobre a existência de um “Justo” foi muito bem guardado durante vários anos e que Aristides deve ser visto como um exemplo para os portugueses e para a Humanidade.

António Pacheco começou por alertar para a importância de encontrarmos mais justos e realçou o trabalho da Pro Dignitate na defesa dos Direitos e dos Deveres Humanos. Sublinhou a relevância de trabalhar a não-violência da comunicação social através de campanhas e programas que visem ajudar os jornalistas a passar barreira da ofensa e da facilidade em difundir boatos, em suma trabalhar para que seja feita uma comunicação que incite à paz (com base na Declaração dos Direitos Humanos). Tudo o que é comunicado deve ter em conta as consequências que terá junto de vários grupos.

Manuel Lapão referiu que esta história é um exemplo e os exemplos são muito importantes, até porque um país que não promove a memória histórica é um país com o futuro em causa. Mencionou o trabalho da CPLP junto dos PALOP com o intuito de prevenir o desrespeito pelos direitos humanos, alertando para o facto de, muitas vezes, não se ir mais longe e não ser possível fazer mais por falta de vontade politica.

O debate contou ainda com a participação activa de muitos dos espectadores.

O Ciclo de Cinema “Cine-ONU / Direitos e Desenvolvimento”, é uma iniciativa conjunta Plataforma Portuguesa das ONGD e UNRIC. Tem desde Setembro de 2012 o apoio da CPLP. 

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