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porCésar Neto
fontePlataforma
a 14 DEZ 2012

Cinema pelos Direitos Humanos

No passado dia 13 de Dezembro, por ocasião do Dia Internacional dos Direitos Humanos (10 de Dezembro) teve lugar a exibição do filme “Invisíveis”, um projecto com 5 curtas-metragens da iniciativa da ONG espanhola Medicos Sin Fronteras e produzidas por Javier Bardem. Nesta sessão foram apresentadas 3 dessas histórias.

Sinopse: Crimes Invisíveis, de Wim Wenders, fala-nos da realidade de mulheres que sofrem violência sexual em zonas de confronto armado na República Democrática do Congo. Boa Noite, Ouma, de Fernando León de Aranoa, aborda a situação das crianças no Uganda que fogem de uma vida como soldados na LRA - Lord’s Resistance Army. Sonho de Bianca, de Mariano Barroso, retrata a falta de interesse das grandes farmacêuticas pela investigação e desenvolvimento de tratamentos para doenças esquecidas, como a Doença do Sono.
   
A projecção foi seguida de um debate que contou com a participação de Mariana Hancock, membro da Direcção da Amnistia Internacional - Portugal, Maria Palha, representante dos Medicos Sin Fronteras em Portugal, Pedro Krupenski, Presidente da Plataforma Portuguesa das ONGD, e Manuel Lapão, Direcção de Cooperação da CPLP. Foi moderado por Júlia Galvão Alhinho, Responsável pela Comunicação para Portugal do UNRIC. 
   


    
Neste debate, Maria Palha começou por referir que a produção destes filmes tem como grande objectivo alertar as pessoas para esta realidade e fazer algum lobby de forma a reforçar as necessidades das pessoas no terreno e a reduzir o esquecimento.
 
Mariana Hancock referiu que a Amnistia Internacional – Portugal também se ocupa das questões internacionais e que o trabalho em Portugal se centra muito na área da educação para os direitos humanos, muito trabalho advocacy e de consciencialização, para além de fazerem também a monitorização das situações que ocorrem em Portugal, recebem queixas que podem ser apresentadas por cada individuo. Realçou ainda que vêem a Pobreza como uma violação grave dos direitos humanos. Conclui referindo que é preciso agir, não basta termos consciência, é necessário fazermos algo.
 
Pedro Krupenski começou por mencionar que as ONGD integram os direitos humanos em quase tudo o que fazem, são valores universais que orientam o seu trabalho. Realçou ainda o trabalho das ONGD na prevenção, no trabalho de comunicação e advocacy para dar voz a quem não a tem e ainda o trabalho junto dos decisores com o intuito de influenciar grandes políticas do sector para que estes integrem os direitos humanos nestas políticas. Conclui referindo que existe falta de vontade política, pois é possível resolver estes problemas, os meios existem é preciso direccioná-los.
 
Manuel Lapão começou por referir que não existe vontade política para resolver estes problemas ou se existe as pessoas não o demonstram. Realçou ainda a importância de passar a mensagem a outros públicos, como universitários e outros estudantes para que a consciencialização das pessoas comece na escola.
 
Esta foi a sétima sessão do Ciclo de Cinema “Cine-ONU / Direitos e Desenvolvimento”, organizado pela Plataforma Portuguesa das ONGD em parceria com o Centro Regional de Informação das Nações Unidas (UNRIC) e que contou com o apoio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O Ciclo de Cinema continuará durante o ano de 2013. Mais informação em breve.

 

 

 

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