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fonteUNICEF
a 20 NOV 2012

No Dia Universal das Crianças, há que olhar para o futuro, afirma a UNICEF

No Dia Universal das Crianças, a UNICEF divulga um novo estudo que realça a previsão das alterações demográficas globais para a próxima geração de crianças, as quais constituem importantes desafios para os autores e planeadores de políticas.

O estudo afirma, nomeadamente, que em meados deste século uma em cada três nascimentos terá ocorrido em África – tal como serão perto de uma em cada três crianças menores de 18 anos. Cem anos antes, a percentagem de nascimentos ocorridos na África subsariana era de apenas um em cada dez.
 
O estudo, intitulado Generation 2025 and beyond: The critical importance of understanding demographic trends for children of the 21st century (Geração 2015 em diante: a importância crucial de compreender as tendências demográficas para as crianças do século XXI) afirma que, em contrapartida, as mortes de menores de cinco anos continuarão cada vez mais a concentrar-se na África subsariana, em bolsas de pobreza e marginalização nos países populosos de baixo rendimento e nos países menos desenvolvidos.
 
“O que é importante é [saber] se o mundo, enquanto se prepara para a agenda pós-2015, tem em conta esta alteração fundamental e sem precedentes,” afirma o co-autor, David Anthony, da UNICEF. “Temos de fazer tudo o que é possível para que estas crianças tenham oportunidades iguais de sobreviver, se desenvolver e alcançar todo o seu potencial.”
 
Em Outubro de 2011, a população mundial atingiu os sete mil milhões e, segundo as projecções actuais, chegará aos oito mil milhões em 2025. O estudo afirma que os próximos mil milhões de habitantes serão ainda crianças em 2025 e 90 por cento deles terão nascido em regiões menos desenvolvidas.
 
O estudo faz uma projecção modesta de apenas quatro por cento de aumento na população global de crianças em 2025, mas em que o crescimento populacional se concentra significativamente em países do Sul.
 
De acordo com as projecções, os 49 países classificados como sendo os menos desenvolvidos serão responsáveis por cerca de 455 milhões dos dois mil milhões de nascimentos à escala global entre 2010 e 2025. Em cinco países populosos de médio rendimento – China, Índia, Indonésia, Paquistão e Nigéria – ocorrerão aproximadamente 859 milhões de nascimentos entre 2010 e 2025.
 
O único país de elevado rendimento em relação ao qual é feita a projecção de uma crescente proporção de crianças em 2025 é os Estados Unidos da América – um dos cinco países onde ocorrerão mais nascimentos nos próximos 15 anos.
 
Embora a China e a Índia continuem a ter uma maior fatia da população mundial, em termos absolutos a Nigéria assistirá, como nenhum outro país, ao maior aumento da sua população de menores de 18 anos, adicionando 31 milhões de crianças, um aumento de 41 por cento, entre 2010 e 2025. Ao mesmo tempo, na Nigéria ocorrerá uma em cada oito mortes de menores de 18 anos.
 
O estudo afirma que esta alteração, o facto de a população infantil e as mortes de crianças passarem a estar concentradas nos países mais pobres e mais populosos, tem implicações cruciais. Para os países menos desenvolvidos, deve pensar-se seriamente no modo de satisfazer as necessidades das crianças, especialmente em matéria de saúde e educação.
 
O estudo, que parte de projecções da Divisão de População das Nações Unidas, afirma que o envelhecimento da população global fará aumentar a pressão no sentido de serem retirados recursos das crianças.
 
“As crianças não votam, e muitas vezes as suas vozes não são ouvidas quando os governos tomam decisões acerca de financiamentos,” afirma o co-autor do estudo, Danzhen You, da UNICEF. “Assim, será mais importante que nunca salvaguardar as crianças, para que os seus direitos sejam respeitados e cumpridos??.”
 
As recomendações do estudo incluem: direccionar investimentos para as áreas onde nascerão crianças; dar ênfase aos grupos negligenciados, especialmente em países populosos e de médio rendimento; alcançar as famílias mais pobres e isoladas, e abordar urgentemente a questão da dependência dos idosos. 
 
O estudo está disponível para download aqui.

 

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