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porCésar Neto
fontePlataforma
a 18 OUT 2012

Cinema pelos Direitos e Desenvolvimento: A Guerra da Água

No passado dia 16 de Outubro, teve lugar a exibição do filme “A Guerra da Água” no Auditório da CPLP. “A Guerra da Água” é um filme de Licínio de Azevedo que aborda a importância da água para a população moçambicana.

Sinopse: Durante a guerra em Moçambique os combates nas regiões secas aconteciam em volta dos furos de água. Vários deles foram destruídos para não caírem nas mãos do inimigo. Hoje, nos meses de tempo seco, quando a água da chuva armazenada nas cisternas familiares acaba, a população começa uma nova guerra.
 
A projecção foi seguida de um debate que contou com a participação de Murade Isaac Miguigy Murargy, Secretário-Executivo da CPLP, João Rabaça, Director do Programa Engenheiros Sem Fronteiras da ONGD TESE, Manuela Tavares, representante do Grupo Género e Água, Ana Muller, representante da FAO e foi moderado por Júlia Galvão Alhinho, Responsável pela Comunicação para Portugal do UNRIC. 

Neste debate, Murade Isaac Miguigy Murargy começou por referir que o tema da água é um problema sério, um tema extremamente sensível para todos nós, e que vai ter a atenção da CPLP. Júlio Galvão Alhinho, após esta declaração, referiu que o Direito à Água e Saneamento é, desde 2010, considerado um direito humano. Manuela Tavares centrou-se na questão das mulheres, referindo que as mulheres são as mais sacrificadas no meio destas disparidades. As mulheres são responsáveis por ir buscar água, mas homens é que controlam os furos, controlam este recurso natural. Referiu ainda que as distâncias percorridas em busca da água têm vindo a aumentar devido a problemas climáticos, logo é preciso não esquecermos a interdependência existente entre o ODM 3: Promover a igualdade de género e empoderar as mulheres e o ODM 7: Assegurar a sustentabilidade ambiental. Concluiu dizendo que as guerras do futuro não serão as guerras do petróleo mas sim as guerras da água.
 
João Rabaça realçou que não chega fazer infra-estruturas, o que importa é assegurar o serviço de forma sustentável de acesso à água. Ana Muller começou por referir o lema da FAO, que sem segurança da água não há segurança alimentar. Referiu ainda que é necessário hábitos alimentares e produção agrícola e pecuária mais sustentável. É necessária uma grande mudança.
 
A participação dos espectadores no debate foi bastante positiva.
 
 
Esta exibição foi a quinta sessão do Ciclo de Cinema “Cine-ONU / Direitos e Desenvolvimento”, organizado pela Plataforma Portuguesa das ONGD em parceria com o Centro Regional de Informação das Nações Unidas (UNRIC) e que contou com o apoio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). As próximas sessões terão lugar no auditório da CPLP no dia 22 de Novembro com a exibição do filme “Crianças Invisíveis” e no dia 13 de Dezembro com a exibição do filme “Invisibles”. Mais informação em breve.
 

 

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