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porCésar Neto
fontePlataforma
a 28 SET 2012

Cinema pelos Direitos e Desenvolvimento: A comunidade Quilombola

No passado dia 25 de Setembro, teve lugar a exibição do documentário “Kilombos” no Auditório da CPLP. Filmado no Brasil, Guiné-Bissau e Cabo Verde, este documentário transporta-nos pela memória oral das raízes africanas das comunidades quilombolas, cruzando-as com o território das suas manifestações culturais contemporâneas.

O povo quilombola tem sobre os seus ombros a história de um povo que foi levado de África para o Brasil para trabalhar na escravatura. No entanto, Kilombos não é um filme sobre a escravatura ou sobre o processo de luta pela titulação das propriedades. Kilombos procura ser o resgate de memórias e narrativas orais de uma cultura contemporânea, um contributo para uma antropologia visual de ideias, práticas e artefactos que são também o Brasil de hoje.
 
Este documentário foi realizado por Paulo Nuno Vicente, com direcção de imagem de Luís Melo, produção de IMVF em parceira com Plataforma das ONG’s de Cabo Verde, Acção para o Desenvolvimento, Aconeruq e Universidade de Aveiro, e cofinanciado pela União Europeia e pelo IPAD.
 
A sessão de abertura contou com a presença de Hélder Vaz Lopes, Diretor-Geral do Secretariado Executivo da CPLP, Teresa Victória Pereira, conselheira da Missão de Angola junto da CPLP e Pedro Motta Pinto Coelho, embaixador da Missão do Brasil junto à CPLP.
 
A projecção foi seguida de um debate que contou com a participação de Paulo Nuno Vicente, jornalista e realizador, Hermínia Ribeiro, Coordenadora do IMVF para o projecto “O percurso dos Quilombos”, Diana Andringa, membro do Movimento Cívico Não Apaguem a Memória, jornalista e realizadora, Manuel Lapão, Direcção de Cooperação da CPLP e foi moderado por Júlia Galvão Alhinho, Responsável pela Comunicação para Portugal do UNRIC. 
 


 
Neste debate, Paulo Nuno Vicente referiu que neste documentário tentou retractar a realidade dos Quilombolas, como são e vivem realmente. Hermínia Ribeiro realçou o facto de este projecto ter sido uma iniciativa dos Quilombolas que queriam conhecer as suas raízes e informou ainda que o IMVF tem planeado um novo projecto junto das populações quilombolas que está em vias de aprovação. Manuela Lapão focou a sua intervenção dos Direitos Humanos, referindo que é uma das preocupações da CPLP, visível em alguns projectos em desenvolvimento. Diana Andringa começou por realçar a importância da memória, pois não pagar a memória é a única forma de corrigir no presente os erros do passado e aprender para que o futuro seja melhor. Referiu ainda que é necessário que os quilombolas escrevam a sua própria história.
A participação dos espectadores no debate foi bastante positiva.
 
Pode assistir ao documentário aqui.
  
Esta exibição foi a quarta sessão do Ciclo de Cinema “Cine-ONU / Direitos e Desenvolvimento”, organizado pela Plataforma Portuguesa das ONGD em parceria com o Centro Regional de Informação das Nações Unidas (UNRIC) e que contou com o apoio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A próxima sessão acontecerá em Outubro com a exibição do filme “Guerra da Água” que será seguido de um debate. Mais informações em breve.
 

 

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