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fonteLusa
a 28 SET 2012

FEC lança novo projecto na área da educação na Guiné-Bissau

A FEC está na Guiné-Bissau desde 2001, onde tem como principal missão promover ensino básico de qualidade, e colabora com escolas comunitárias, privadas e de autogestão. Desenvolveu até 2009 o projeto "Mais Escola" e depois o "Djunta Mon", que terminou no final de agosto.

A partir de agora, explicou hoje à Agência Lusa a coordenadora do programa na Guiné-Bissau, Sofia Alves, vai iniciar-se o projeto "Skola i di nô" (A escola é nossa), tendo chegado esta semana a Bissau um grupo de 10 técnicos portugueses que vão fazer parte da iniciativa.

Até agora, a FEC, explicou a responsável, tem estado centrada na formação de professores (pedagogia e didática da matemática, do português e das ciências integradas) e tem no país um grupo de técnicos na área da administração escolar e educação.
Mas agora com o fim do programa "Djunta Mon" a FEC quer ir mais longe. "Estamos a pensar num programa integrado" que contemple áreas como a água e saneamento, a saúde, a alimentação e a cidadania, explicou.
 
"Quando tenho uma escola tenho um ponto de água, tenho latrinas, tenho de saber gerir a água, tenho de ter saúde, saneamento, tenho de saber onde coloco as latrinas. E se quero a sustentabilidade da escola, e tendo em atenção que as pessoas vivem essencialmente do setor primário, a agricultura, essa escola tem de desenvolver competências nessa área. Então faz sentido desenvolver hortas escolares", exemplificou Sofia Alves.
 
As hortas, continuou, podem servir para reforçar as cantinas escolares e até para vender produtos. "E ao mesmo tempo dar formação dentro da escola, para a comunidade, sobre cultivo, produção e nutrição. Assim também estou a chamar a comunidade para a escola e a reforçar a importância da escola na comunidade. Levará a que haja maior envolvimento dessa comunidade, maior inscrição de crianças e menor probabilidade de insucesso e de abandono escolar".
 
Mas a escola tem de ser mais ainda. Disse Sofia Alves que o novo projeto da FEC contempla a formação de professores na área da educação para a cidadania, porque "a escola tem de ser um lugar de reflexão e é necessário que as novas gerações sejam pacificadas e protegidas e que encontrem a sua identidade e história".
 
O "Skola i di nô", advertiu, não será aplicado a todas as escolas do programa, pelo que a FEC terá dois níveis de intervenção, um primeiro para as que "ainda estão a crescer" e o novo projeto para "as que já estão internamente fortificadas".
 

 

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