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a 06 MAR 2012

Países em vias de desenvolvimento reduzem índices de pobreza extrema

A três anos da meta estipulada pelas Organização das Nações Unidas, os países em desenvolvimento aparentemente conseguiram reduzir para metade a pobreza extrema, indica um relatório do Banco Mundial. Em 2000, as Nações Unidas estipularam 2015 como prazo para os países em desenvolvimento reduzirem para metade a pobreza extrema que os afectava.

O documento divulgado revela igualmente que, pela primeira vez desde 1981, menos de metade da população vive na pobreza extrema em África e que as condições para um avanço maior no continente são pouco favoráveis.
 
Dados preliminares apresentados pela instituição multilateral de crédito indicam que o conjunto dos países em desenvolvimento atingiu em 2010 a primeira das oito Metas de Desenvolvimento do Milénio, que inclui avanços contra a fome, doenças e analfabetismo.
 
“Estamos bastante confiantes que o mundo em desenvolvimento como um todo alcançou a primeira das Metas do Milénio em 2010, apesar da crise”, disse o director do grupo de pesquisas do Banco Mundial e coordenador do relatório, Martin Ravaillion.
 
O coordenador do relatório sublinhou que é a primeira vez que o número de pobres diminui nas seis regiões do Mundo, inclusive na África Subsaariana.
 
A pesquisa revelou igualmente que houve menos avanços no combate à pobreza moderada – atinge pessoas que vivem com uma renda de 1,25 a 2 dólares americanos por dia – e que esse contingente passou de 648 milhões de pessoas em 1981 para 1,18 bilhões.
 
O director do Grupo de Equidade e Redução da Pobreza do Banco Mundial, Jaime Saavedra, afirmou: “Ter 22 por cento das pessoas nos países em desenvolvimento a viver com menos de 1,25 dólares por dia e 43 por cento por cento com menos de 2 dólares é intolerável.”
 
A instituição multilateral de crédito prevê para 2015 cerca de mil milhões de indigentes – indivíduos que, segundo a definição internacional, vivem com menos de 1,25 dólares por dia. Segundo os dados apresentados pelo documento do Banco Mundial, a região da Europa Oriental, Médio Oriente e a Ásia Oriental alcançaram a meta, enquanto a África e a América Latina ainda não atingiram.
 
Na América Latina, a pobreza aumentou até 2002, mas os números caíram desde então. A proporção de pessoas que sobrevive com menos de 1,25 dólares caiu de 14 por cento em 1984, para 6,5 por cento em 2008, o menor índice já apurado, indicou o estudo.
 
O relatório elege a China como exemplo de redução da pobreza e indica que, entre 1981 e 2008, o número de chineses que sobrevive com menos de 1,25 dólares por dia diminuiu em 660 milhões.
 
Em geral, conclui o relatório divulgado pela instituição multilateral de crédito, os pobres beneficiaram do crescimento económico nos países em desenvolvimento, mas muitos não conseguem avançar devido à falta de empregos e de serviços básicos de educação e saúde.
 
Os novos dados do Banco Mundial baseiam-se em 850 entrevistas domiciliares em 130 países em desenvolvimento e mostram que a proporção de indigentes no Mundo é a menor desde 1981, quando a instituição começou a fazer a recolha de informação.
 
Fonte: Jornal de Angola - http://jornaldeangola.sapo.ao/13/67/paises_em_vias_de_desenvolvimento_reduzem_indices_de_pobreza_extrema

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