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a 19 SET 2011

Banco Mundial afirma que igualdade de género aumenta produtividade

Mais igualdade de género pode "aumentar a produtividade, melhorar os resultados de desenvolvimento para a próxima geração e tornar as instituições mais representativas", conclui um relatório do Banco Mundial hoje divulgado.

Na edição de 2012 do relatório anual sobre o desenvolvimento, este ano subordinado ao tema Igualdade de Género e Desenvolvimento, o Banco Mundial refere que as mulheres representam 40% da força de trabalho, valor que sobe para 43% entre a mão-de-obra agrícola.
 
De acordo com o documento, "a eliminação das barreiras que contribuem para a discriminação das mulheres que trabalham em determinados sectores ou ocupações poderia aumentar a produtividade do trabalho em cerca de 25% em alguns países".
 
A igualdade de género, aponta a instituição, desempenha um papel importante na melhoria das condições de vida das gerações futuras. "Um maior controlo dos recursos familiares por parte das mulheres pode aumentar as perspectivas de crescimento dos países", lê-se no relatório, porque os padrões de despesa mudariam, com as mulheres a beneficiar os seus filhos.
 
Dar mais poder às mulheres enquanto agentes económicos, políticos e sociais pode "tornar as instituições mais representativas" e melhorar a qualidade de vida. Na Índia, por exemplo, "a presença das mulheres no poder local levou a aumentos no fornecimento de bens públicos", como água e saneamento.
 
"É preciso atingir a igualdade de género. Nos últimos cinco anos, o Banco Mundial investiu 65 mil milhões de dólares na educação de jovens mulheres, na saúde e no acesso ao crédito, propriedade, serviços agrícolas, emprego e infra-estruturas por parte das mulheres. Este tem sido um trabalho importante, mas ainda insuficiente", afirmou o presidente da instituição, Robert Zoellick, em comunicado.
 
Reconhecendo desenvolvimentos positivos na igualdade de género (aumento das matrículas no ensino médio, sobretudo na América Latina, Caraíbas e Leste Asiático, aumento generalizado da esperança média de vida e maior participação laboral nos países em desenvolvimento), o relatório aponta que persistem disparidades a vários níveis.
 
Neste campo, é referido que, nos países de baixos rendimentos, o excesso de mortes femininas é muito maior do que nos países ricos, correspondendo a cerca de 3,9 milhões de mulheres abaixo dos 60 anos.
 
Também as disparidades na educação das jovens, cujas matrículas são em muito menor número do que as dos rapazes entre as populações desfavorecidas em muitos países da África Subsaariana e em partes do Sul da Ásia, e o acesso desigual a oportunidades económicas, uma vez que "as mulheres têm mais probabilidades do que os homens de irem para o trabalho familiar sem remuneração ou o sector informal", são apontados como aspectos onde há um longo caminho a percorrer.
 
Fonte: OJE/Lusa
 

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