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a 02 AGO 2011

Ritmo da ajuda ao Corno de África acelera

As organizações humanitárias intensificaram nesta segunda-feira as suas operações – ponte área para Mogadíscio e vacinações no maior campo de refugiados do mundo no Quénia – contra os efeitos da seca que afectam milhões de pessoas no Corno de África.

O Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas encaminhou mais um avião (o sexto) carregado com 10 toneladas de suplementos nutricionais para as crianças da capital da Somália e acelerou o ritmo das distribuições alimentares em Dollow no sul, perto da fronteira com o Quénia.
 
“A ponte aérea está em curso e vai continuar”, disse à AFP um porta-voz do PAM, David Orr, a partir de Mogadíscio. Segundo ele, até esta segunda-feira já tinham chegado à cidade 80 toneladas de suplementos alimentares destinados às crianças subnutridas, que foram distribuídos pelas organizações humanitárias locais.
 
A seca no Corno de África ameaça cerca de 12 milhões de pessoas, segundo a ONU. A situação é particularmente crítica na Somália, onde a ONU decretou formalmente o estado de fome em duas províncias do sul, controladas pelos islamistas radicais Al-Shebab. A ONU prevê que daqui a dois meses todo o sul da Somália fique oficialmente em estado de fome.
 
Para tentar minimizar a fome nesta região o PAM também abriu uma ponte aérea para Dollow para distribuir biscoitos energéticos e outros alimentos de urgência e também já encaminhou “quantidades maiores de alimentos” por via marítima para Mogadíscio. “Mas isso leva mais tempo”, explicou David Orr.
 
Em paralelo, a Unicef lançou uma gigantesca campanha de vacinação contra a pólio e o sarampo no maior campo de refugiados do mundo, em Dadaab, que abrigam em condições muito precária cerca de 380 mil refugiados (sobretudo somalis) no leste do Quénia.
 
“As nossas equipas estão a ir de tenda a tenda para garantir que todas as crianças entre os seis meses e os cinco anos sejam vacinadas”, explicou à AFP a porta-voz da Unicef em Dadaab, Melissa Corkum. A vacinação deverá terminar daqui a cinco dias.
 
Fonte: Público

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