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a 01 AGO 2011

Salvar Crianças no Sul da Somália deve ser a primeira prioridade

Mais de um milhão de crianças precisam de assistência urgente

NAIROBI, Quénia, 29 de Julho de 2011 – Dado que se estima em 1.25 milhões o número de crianças que precisam urgentemente de assistência que salve as suas vidas e 640.000 as crianças que estão a sofrer de malnutrição aguda, a UNICEF apelou a todas as partes envolvidas para que salvar a vida das crianças seja a principal prioridade e para que apoiem, quanto antes, todos os esforços que visam alcançar as crianças necessitadas.
 
“As crianças no Sul da Somália precisam desesperadamente da nossa ajuda. Já morreram muitas crianças e muitas mais estão em risco de vida, se não actuarmos agora,” afirmou Rozanne Chorlton, Representante da UNICEF na Somália. “As famílias não deveriam ter que abandonar as suas casas, as mães e seus filhos não deveriam ter que suportar uma sucessão de
dias cheios de perigos à procura de alimentos e água, para chegarem às condições precárias da vida num campo de refugiados. Toda a nossa energia deve estar concentrada no propósito de salvar vidas.”
 
Para chegar às crianças o mais depressa possível, a UNICEF, com os seus parceiros, montou uma operação em larga escala e está a usar todos os canais possíveis para fazer chegar os bens de primeira necessidade à região. Durante o mês de Julho, o Fundo das Nações Unidas para a Infância já fez chegar suplementos alimentares para 65.000 crianças nas regiões afectadas pela seca no Sul da Somália. Estes produtos estão a ser distribuídos pelos nossos parceiros no terreno.
 
Três voos para Mogadíscio, dois para Galkayo, e um voo para Baidoa, bem como dois barcos para Mogadíscio já permitiram entregar bens nutricionais que salvam vidas. As cargas incluíram um total de 653 toneladas de Corn Soya Blend (mistura de milho e soja), um alimento nutritivo, em quantidade suficiente para alimentar mais de 65.000 crianças vulneráveis, e cerca de 230 toneladas de alimentos terapêuticos para o tratamento de 16.000 crianças que sofrem de malnutrição grave. A maior parte destes bens nutricionais já chegaram a crianças em Mogadíscio e nas regiões de Gedo, Middle Juba, Lower Juba, Bay e Lower Shabelle no Sul da Somália.
 
A UNICEF tem previsto reforçar o seu pipeline de abastecimento a fim de dar apoio aos 325 centros de apoio alimentar existentes, aos 16 centros de estabilização e aos 201 centros de alimentação terapêutica em regime ambulatório, bem como para expandir os seus serviços de modo a alcançar as crianças nas áreas remotas.
 
Durante os próximos dois meses a UNICEF vai dar início a uma operação de blanket supplementary feeding (cobertura nutricional preventiva) para 150.000 famílias por mês. No campo K-50 (Middle Shabelle), 7000 famílias deslocadas receberam rações de mistura de milho e soja. A UNICEF está também a trabalhar com parceiros para fazer chegar alimentos que podem ser cozinhados de modo a fornecer a 8.000 pessoas três refeições por dia nos locais onde os deslocados estão a chegar.
 
“Apesar dos desafios que persistem, estamos a chegar às crianças. Por exemplo, esta semana, os nossos parceiros conseguiram fazer chegar a 3.550 crianças uma combinação de mistura de milho e soja com alimentos terapêuticos prontos a consumir nas áreas de difícil alcance em Qansadheere, na região de Bay,” acrescentou Chorlton.
 
Na próxima semana, está prevista a atracagem em Mogadíscio de um navio com uma carga de 410 toneladas de mistura de milho e soja que se destina a proporcionar cobertura nutricional preventiva a mais de 20.000 famílias. O navio irá também entregar leite terapêutico F-75 e alimentos terapêuticos prontos a consumir para tratar mais de 7.300 crianças gravemente malnutridas. 
  
A UNICEF estima que vai precisar de 117 milhões de dólares nos próximos seis meses para prosseguir na Somália as operações de ajuda humanitária de emergência e preventiva. Sendo a maior agência que presta serviços de nutrição terapêutica e suplementar na Somália, a UNICEF trabalha em parceria com cerca de 60 organizações não-governamentais no Sul do país. 
  
Fonte: UNICEF

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