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a 21 JUL 2011

1130 portugueses espalham-se pelo mundo em projectos de Voluntariado Missionário

Em tempo de festivais e viagens de lazer, jovens e adultos preferem dedicar as férias ao voluntariado

Mais de 1130 jovens e adultos realizam este ano projectos de voluntariado missionário em países em desenvolvimento e em Portugal e cerca de metade disponibiliza as férias para esse efeito.
 
Portugal conta com 846 voluntários missionários. África, América do Sul e Ásia recebem 287 voluntários portugueses, dos quais 121 partem este ano para Moçambique, 70 para Angola e 31 para Cabo Verde. São Tomé e Príncipe acolhe 29 voluntários, a Guiné-Bissau 12, o Brasil 16 e, Timor-Leste 5. Dois voluntários marcam ainda presença na Colômbia e um no Benin.
 
Este é o resultado de um inquérito feito às 60 Entidades que integram a Rede de Voluntariado Missionário coordenada pela FEC, sendo que das 60, em 2011, 47 enviam voluntários. Entre elas estão: Paróquias, Congregações Religiosas, Dioceses, Fundações, IPSS, ONGD, Associações Juvenis e grupos informais de jovens e adultos.
 
Trabalhar na Educação e com Jovens em África, América do Sul e Ásia 
   
Educação/Formação, Pastoral, Saúde, Animação Sócio-Cultural, Construção de Infra-estruturas e Agricultura são as áreas de intervenção das Entidades que actuam nos países em desenvolvimento, promovendo acções de Voluntariado para a Cooperação, sendo que a maioria dedica-se a várias áreas e privilegia as primeiras três.
 
Os principais destinatários das acções do Voluntariado para a Cooperação são os jovens, seguindo-se as crianças, as mulheres e os professores. Sem esquecer ainda as famílias, os idosos e os técnicos de Associações.
 
São 231 as pessoas que fazem voluntariado nos países em desenvolvimento, integradas em projectos considerados de curta duração, ou seja, entre 15 dias a 6 meses. 56 pessoas dedicam um ou dois anos da sua vida ao Voluntariado para a Cooperação. No total, são 287 voluntários que contribuem para o desenvolvimento de países de África, América do Sul e Ásia.
 
Os estudantes e os empregados dedicam as férias ao voluntariado nos países em desenvolvimento. E há quem cumpra o sonho da missão tirando licenças sem vencimento ou desempregando-se
 
A maioria dos voluntários de curta duração que vai para fora do país é composta por: estudantes (45,9%), pessoas empregadas que tiram licenças sem vencimento (19,9%) e pessoas que estão empregadas e utilizam todo o tempo de férias para o trabalho na missão (16,9%). Há ainda quem esteja reformado (4,8%) ou quem seja desempregado (3,9%), entre outras situações (8,6%). Já nos projectos de longa duração, a maioria desemprega-se propositadamente para fazer voluntariado nos países em desenvolvimento (32,1%). Há também quem tire licenças sem vencimento (26,8%) ou quem parta para missão após a conclusão dos estudos (25%), entre outros (16,1%).
 
O Voluntariado para a Cooperação não tem idade. Os jovens e adultos entre os 18 e os 30 anos (76,7%) são os que se dedicam mais ao voluntariado. No entanto, encontram-se pessoas entre os 31 e os 40 anos (12,9%), entre os 41 e os 55 anos (7,3%) e acima dos 60 anos (2,4%).
 
Neste Ano Europeu do Voluntariado, que contributos deixam estes projectos internacionais nas comunidades locais e que marcas deixam nos voluntários?
 
De acordo com as entidades inquiridas, os voluntários aprendem novas formas de estar e de ser (25,7%) e há uma maior valorização da vida em comunidade e da partilha (23,5%).
 
Grande parte dos voluntários vai em grupo e fica integrada em institutos missionários, beneficiando da riqueza da vida comunitária. A maioria das comunidades locais acolhe de forma calorosa esses voluntários, partilhando o melhor de si e da sua cultura.
 
As necessidades de desenvolvimento social e económico são muitas, por isso, ao regressar a Portugal, os voluntários comprometem-se a continuar a apoiar os projectos locais a partir do seu país (16,2%).
 
Ao estar numa nova cultura, os voluntários ficam sensibilizados para a importância da interculturalidade (14,7%) e valorizam mais os recursos naturais, como a água (5,9%). E, muitos, desejam voltar para o país de missão para trabalhar numa empresa, ONGD ou Associação (11,8%).
 
Há ainda quem, após uma experiência de missão de curta duração, queira voltar ao país, fazendo voluntariado por mais tempo; quem regresse a Portugal com o desejo de mudar de área de trabalho e pessoas que passam a identificar-se com o carisma do Instituto missionário a que estiveram ligadas, querendo pertencer ao mesmo (2,2%).
 
A grande maioria das Entidades com projectos de voluntariado em países em desenvolvimento dinamiza também projectos no próprio país. Muitas vezes, o voluntariado em Portugal conta para a preparação dos voluntários que partem para missões no estrangeiro.
 
Por Portugal fora, os voluntários trabalham com crianças e idosos
 
847 jovens e adultos realizam actividades de voluntariado missionário em Portugal, sendo que 366 voluntários estão a desenvolver actividades durante as férias. Os restantes voluntários, 481, realizam acções com regularidade durante o ano, como por exemplo, uma vez por semana ou uma vez por mês.
 
A grande parte do trabalho, em Portugal, é realizada na área da Pastoral (27%), da Educação (25%) e da Animação Sócio-Cultural (24%). A Saúde, o Ambiente e o Apoio Social ocupam os restantes lugares (24%).
 
Os voluntários dedicam o seu tempo, conhecimento e atenção às crianças (24%), idosos (24%) e jovens (21%). Mas também às famílias (13%), mulheres (8%), professores (5%), técnicos de associações (4%) e outros (3%).
 
Espalhados pelo país, os projectos de voluntariado multiplicam-se pela Região Norte (ex.: Bragança, Lamego, Porto e Vila Boa do Bispo), Centro (ex.: Alcanena, Aveiro, Carregosa, Castelo Branco, Coimbra, Cucujães, Fátima, Fundão, Sertã e Viseu), Lisboa (ex.: Amadora, Oeiras, Odivelas, Loures, Sintra e cidade de Lisboa), Alentejo (ex.: Arronches, Alcoentre, Beja, Crato, Elvas, Évora, Galveias, Portalegre e Vale de Água) e Algarve (ex.: Alcoutim).
 
O Voluntariado Missionário
 
É o Voluntariado desenvolvido pelas Entidades ligadas à Igreja Católica em Portugal e no mundo. O Voluntário Missionário é chamado a realizar o dever da ajuda solidária, pondo na prática os valores da fé católica.
 
Desde 2002 que a FEC dinamiza a Plataforma do Voluntariado Missionário e, anualmente, reúne os dados que contribuem para as estatísticas desta realidade que se tem vindo a consolidar ao longo dos últimos 22 anos em Portugal. João Paulo II lançou o apelo “Portugal, convoco-te para a Missão” quando visitou o nosso país em 1991. Nestas duas últimas décadas, Portugal correspondeu com 4094 respostas positivas no que concerne ao voluntariado missionário realizado nos países em desenvolvimento.
 
Para mais informações contactar:
Sofia Lopes - FEC: sofia.lopes@fecongd.org | 21 886 17 10 | 93 666 50 42
 
Fonte: FEC

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