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a 08 JUL 2011

Relatório da ONU sobre ODM: As crianças mais vulneráveis estão a ficar para trás

NOVA IORQUE/ GENEBRA, 7 de Julho de 2011 – Foram conseguidos avanços significativos no sentido do cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), mas alcançar as metas até ao prazo de 2015 permanece um desafio porque os mais pobres do mundo estão a ser deixados para trás, afirma o relatório da ONU sobre os ODM.

Os ODM só podem ser alcançados se todas as crianças, independentemente do seu género, origem étnica, localização geográfica e rendimento familiar, beneficiarem dos progressos. Contudo, o relatório demonstra que as crianças mais pobres do mundo estão a ficar de fora.
 
Embora o número de mortes de crianças menores de cinco anos tenha descido de 12.4 milhões em 1990 para 8.1 milhões em 2009, as crianças mais pobres realizaram os mais lentos progressos em termos de acesso a uma nutrição melhorada e de sobrevivência.
 
Em 2009, quase um quarto das crianças nos países em desenvolvimento tinham baixo peso, sendo as crianças mais pobres as mais afectadas. As crianças das famílias pobres no mundo em desenvolvimento correm um risco mais de duas vezes superior de morrer antes de completar cinco anos que as crianças nas famílias mais ricas.
 
Alguns dos países mais pobres têm feito os maiores avanços no sector da educação. Por exemplo, Burundi, Madagáscar, Ruanda, Samoa, São Tomé e Príncipe, Togo e Tanzânia alcançaram ou estão a aproximar-se do objectivo da educação primária universal.
 
Porém, se uma criança tem ou não a oportunidade de ir à escola depende, em larga medida, das suas circunstâncias individuais. O relatório revela que o facto de ser pobre, do sexo feminino ou viver numa zona de conflito aumenta a probabilidade de uma criança estar fora da escola. À escala global, de entre as crianças com idade escolar primária que não estão matriculadas na escola, 42 por cento – 28 milhões – vivem em países pobres afectados por um conflito.
 
No período entre 1990 e 2008, estima-se que o número de pessoas que passaram a ter acesso a uma fonte melhoradas de água potável foi de 1.1 mil milhões de pessoas, nas áreas urbanas, e de 723 milhões nas áreas rurais.
 
No entanto, segundo o relatório, os progressos têm sido desiguais. Apesar de importantes melhoramentos, subsistem enormes fossos entre países e no interior das suas fronteiras, pelo que devem ser intensificados os esforços para concretizar um acesso equitativo.
 
Os avanços no saneamento, refere o relatório, muitas vezes ignoram os pobres e a população das áreas rurais. Mais de 2.6 mil milhões de pessoas continuam a não ter acesso a instalações sanitárias ou outras formas de saneamento melhorado. E nos locais onde se registaram progressos, estes não abrangeram em grande medida os pobres. Na Ásia do Sul, por exemplo, a cobertura do saneamento para os 40 por cento que correspondem às famílias mais pobres praticamente não aumentou entre 1995 e 2008.
 
Criados por consenso na Cimeira do Milénio das Nações Unidas em Setembro de 2000, os oito ODM estabelecem objectivos à escala mundial para reduzir a pobreza extrema e a fome, melhorar a saúde materna e infantil, melhorar a saúde e a educação, capacitar as mulheres e garantir a sustentabilidade ambiental até 2015. 
 
Fonte: UNICEF

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