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a 30 JUN 2011

Pior seca dos últimos 60 anos em África afecta 10 milhões de pessoas

A ONU pediu, nesta terça-feira, ajuda humanitária urgente para os dez milhões de pessoas que estão a ser afectadas pela pior seca dos últimos 60 anos no Corno de África.

Os países do chamado Corno de África – Etiópia, Somália, Quénia, Uganda e Djibuti – precisam urgentemente de ajuda para enfrentar a fome, sublinhou a ONU.
 
Nessa região, “mais de dez milhões de pessoas são afectadas de alguma forma pela seca que dura há anos”, afirmou a porta-voz do Gabinete de Coordenação de Assuntos Humanos das Nações Unidas, Elisabeth Byrs.
 
“Não se assistia a uma seca assim há 60 anos”, acrescentou Byrs, explicando que a falta de chuva provocou “uma crise alimentar importante nessa região do mundo” e que em muitas zonas, em particular no Quénia, Etiópia e Somália, se “pode falar em fome”.
 
De acordo com os dados da ONU, citados pela AFP, a seca afecta 3,2 milhões de pessoas no Quénia; 2,6 milhões de pessoas na Somália; 3,2 milhões na Etiópia e 117 mil em Djibuti.
 
A escassez de chuva nos últimos dois anos afectou as culturas agrícolas e provocou um aumento do preço dos cereais, o que por sua vez fez com que o acesso a alimentos básicos se tornasse muito difícil.
 
A malnutrição nas crianças é um factor especialmente preocupante para as Nações Unidas, que prevêem que as taxas de mortalidade – que já são elevadas – continuem a subir.
 
Milhares fogem da Somália para o Quénia
 
O apelo da ONU acontece na mesma altura em que a organização humanitária Save The Children anunciou que, todos os dias, cerca de 1300 pessoas – entre as quais 800 serão crianças – estão a fugir da Somália para o Quénia, por causa da seca e da guerra.
 
“Uma em cada três crianças na Somália está malnutrida”, adiantou também Elisabeth Byrs, que sublinhou o facto de a falta de financiamento limitar a actuação das organizações internacionais.
 
De acordo com dados do Alto Comissariado para os Refugiados, cerca de 20 mil somalis que fugiram da seca e da violência chegaram nas duas últimas semanas a um acampamento em Dadaab, no noroeste do Quénia. 
  
Fonte: AFP, PÚBLICO

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