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a 09 MAR 2011

Líbia: um milhão necessita de ajuda humanitária

Mais de um milhão de pessoas necessita de ajuda humanitária na Líbia, segundo as Nações Unidas, numa altura em que as forças de Muammar Khadafi tentam retomar o controlo de Zawiyah e lançaram mais um ataque aéreo em Ras Lanuf. A NATO avisa que comunidade internacional não ficará de braços cruzados se ataques à população continuarem.

Segundo a ONU, o estado de quase guerra civil que se vive na Líbia colocou numa situação de precariedade mais de um milhão de pessoas, com muitos milhares a tentarem deixar o território, com receio de que o conflito entre o regime e os rebeldes se generalize e intensifique.

O secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, avisou que se os ataques contra civis continuarem poderão constituir um crime «contra a humanidade», o que aumentará a pressão da comunidade internacional para uma intervenção no país.

«Muitas pessoas em todo o mundo sentem-se tentadas em dizer que deve ser feito algo para evitar este massacre contra a população civil líbia», disse Rasmussen, garantindo que neste momento não está em cima da mesa uma intervenção da Aliança Atlântica - o que só acontecerá ao abrigo de um mandato da ONU -, mas que a situação actual é insustentável.

«Não consigo imaginar a comunidade internacional e as Nações Unidas e ficarem impassíveis», apontou o secretário-geral da NATO.

Na Líbia, as últimas informações dão conta que as forças do líder líbio estão a tentar retomar o controlo da cidade de Zawiyah, situada a 50 quilómetros a Oeste de Trípoli.

Estes dados chegaram através da organização humanitária helvética «Human Rights Solidarity». Embora não tenha sido possível cruzá-los com os testemunhos que têm sido prestados por habitantes locais em contacto, via telefónica, com as agências noticiosas, devido a um corte nas comunicações.
 
Misrata, a maior cidade controlada pelos rebeldes na zona Oeste, também continua sob um cerco montado pelas forças de Khadafi, liderado pelo filho do ditador, Khamis Khadafi, à frente da 32ª brigada.
 
Os relatos que chegam dão conta de uma situação humanitária preocupante, com falta de medicamentos e feridos a serem assistidos no chão do hospital local, por falta de espaço.
 
No Leste, um território muito mais hostil ao líder líbio, Ras Lanuf continua a ser a zona mais quente. A cidade portuária, onde estão importantes instalações petrolíferas, foi alvo de um novo ataque aéreo por parte da força aérea.
 
Em declarações à Reuters, um dos rebeldes, que testemunhou o ataque, disse que foram lançados «dois rockets», mas que não há registo de vítimas mortais.
 
Devido aos combates, o porto local foi encerrado e o mesmo aconteceu com o porto de Brega.
 
Fonte: TVI24
 

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