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a 25 FEV 2011

Um dia vou ajudar a mudar o Mundo... Hoje é o dia!

Podia estar aqui a escrever um testamento sobre cooperação e desenvolvimento , sobre o trabalho das ONGD (Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento), sobre a necessidade de todos ajudarmos, mas o leitor iria pensar: “Ok. Mas isso será assim tão importante? Vou estar a ajudar quando estamos em crise, quando temos um país com tantos problemas?”

No entanto, digo apenas que:

  • O número de pessoas que vive abaixo da linha de pobreza de 1,25 dólar por dia era de 1.400 milhões em 2005 (em 1990 era de 1.800 milhões)
  • Cerca de 69 milhões de crianças em idade escolar não estão na escola. Quase metade delas (31 milhões) vivem na África Subsariana, e mais de um quarto (18 milhões) são do sul da Ásia.
  • Por ano, continuam a morrer quase nove milhões de crianças nos primeiros cinco anos de vida. As taxas de mortalidade infantil mais elevadas continuam a registar-se na África Subsariana, onde, em 2008, uma em cada sete crianças morreu antes de completar 5 anos.
  • Mais de 350.000 mulheres morrem anualmente devido a complicações durante a gravidez ou o parto, quase todos estes casos - 99 por cento – ocorrem em países em desenvolvimento.
  • Todos os dias, mais de 7.400 pessoas são infectadas com o VIH e 5.500 morrem de doenças relacionadas com a Sida.
  • 884 milhões de pessoas no mundo ainda não têm acesso à água potável e 2,6 bilhões de pessoas carecem de acesso a serviços de saneamento básico. 

 
Agora que possivelmente captei a sua atenção, permita-me que afirme que temos de fazer algo. Mas como?
 
Como referiu Barack Obama na Cimeira da ONU sobre ODM: "nós medimos durante demasiado tempo os nossos esforços pelos dólares que gastamos na comida e nos medicamentos que damos. A ajuda só por si é dependência, não é desenvolvimento”. Devemos então seguir o conselho popular: não devemos dar o peixe, mas sim ensinar a pescar. No entanto, para ensinar a pescar são necessários recursos: humanos, materiais e financeiros.
 
Todos os pequenos gestos são importantes. Somos a primeira geração com condições, recursos e capacidade para acabar com as desigualdades e conseguir criar um mundo mais justo e equitativo. E como dizem uns pacotes de açúcar “Hoje é o dia”. 
 
César Neto 
Responsável de Comunicação da Plataforma Portuguesa das ONGD 
 
Fonte: VidaEconómica (25 de Fevereiro de 2011) e Impulso Positivo (1 de Março de 2011)

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