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a 16 ABR 2010

Ajuda aumentou mas não chega

por PATRÍCIA VIEGAS

23 países do comité da OCDE aumentaram 0,7% a ajuda ao desenvolvimento, mas isso não basta para atingir metas da UE e ONU.

A ajuda pública ao desenvolvimento dada pelos países avançados teve um aumento de 0,7% de 2008 a 2009, apesar da crise financeira mundial, indicou um relatório da OCDE, ontem divulgado em Paris.

A contribuição dos 23 países do comité de ajuda ao desenvolvimento desta organização foi de 87,9 mil milhões de euros, o equivalente a 0,31% do seu produto nacional bruto.

Apesar de tudo, o aumento não é suficiente para permitir que os países ricos cumpram a meta assumida internacionalmente, nos objectivos do milénio: dar 0,7% do seu produto nacional para ajuda ao desenvolvimento até 2015.

Os cálculos feitos pela organização indicam que, em 2010, faltarão 13,2 mil milhões de euros em ajuda ao desenvolvimento para que possam ser cumpridos os objectivos fixados há dez anos em sede das Nações Unidas. O principal afectado com esta quebra será o continente africano.

Assim, este ano, África deve receber apenas oito dos 18 mil milhões de euros suplementares que tinham sido prometidos na famosa cimeira do G8 em Gleneagles, no Reino Unido, em 2005.

No relatório preliminar, destacam-se como maiores dadores de ajuda ao desenvolvimento EUA, França, Alemanha, Reino Unido, Japão, Espanha e Holanda.

Mas em termos relativos apenas cinco país cumprem já o objectivo estabelecido dos 0,7%: Suécia (1,12%), Noruega (1,08%), Luxemburgo (1,01%), Dinamarca (0,88%) e Holanda (0,82%).

A média da ajuda dos 15 países da União Europeia neste comité desceu duas décimas, para 49,3 mil milhões de euros, o que dá 0,44% do produto nacional acumulado nesses países. Isto fica aquém da meta europeia: 0,56%.

Este era o objectivo para 2010 e não estará a ser cumprido pela maioria dos países da UE. O comissário responsável pelo Desenvolvimento, Andris Pielbags, já indicou que vai apresentar dia 21 um plano de 12 pontos para que os Estados cumpram a meta dos 0,7% até 2015. "A crise não pode ser desculpa para tudo", disse, num comunicado.

Fonte: DN (
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1544212)

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