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a 31 JAN 2011

Melhoria das condições de vida da população afectada pelo sismo de 2010 - Haiti

Melhoria das condições de vida da população afectada pelo sismo de Janeiro de 2010 no Departamento do Sudeste do Haiti

A Oikos chegou ao Haiti a 15 de Janeiro tendo iniciado um levantamento de necessidades em Leogane, Port au Prince e Jacmel. A organização decidiu intervir em Jacmel, Sudoeste do Haiti que á época ainda apresentava um espaço humanitário descoberto. O Departamento do Sudeste do Haiti foi severamente afectado pelo sismo, onde o equivalente a 40.58% da população perdeu ou teve a sua casa severamente destruída. Os sistemas de saneamento também foram afectados, assim como os já frágeis sistemas de fornecimento de água que, em muitas ocasiões, colapsaram, tendo as pessoas ficado sem a garantia de acesso a água na quantidade e qualidade mínima necessária, criando um enorme risco á saúde pública.
 
Assim, a Oikos iniciou uma intervenção, com o apoio da DG ECHO, de forma a permitir o acesso a habitação, água potável e saneamento a 600 famílias, cerca de 3.600 pessoas, afectadas pelo Sismo. A componente de habitação, para além da construção de 600 casas, tem ainda prevista a criação de duas micro-empresas para produção de material de construção através da reciclagem de escombros e de transferência de tecnologia adaptável ao contexto.
 
Com o surgir da epidemia de cólera a aposta em actividades de Informação, Educação e Comunicação (IEC) sobre a necessidade da transformação de hábitos de higiene e saneamento tornou-se ainda mais premente. A Oikos tem-se dedicado a fazer, através do método PHAST, várias sessões de IEC junto das comunidades.
 
O Trabalho no Haiti tem sido um desafio constante por varias razões; a multiplicidade de actores que estão envolvidos na reconstrução e as dificuldades sentidas na coordenação de esforços dos mesmos. O clima de eleições envolveu muitos actores nacionais que directa ou indirectamente eram necessários para articular trabalho. A campanha eleitoral e as eleições criaram também alguma instabilidade social que dificultou a mobilidade das equipas. A crescente burocracia com sistemas de controle mais apertados também não tem ajudado a uma resposta mais rápida. Acresce a estes factores as características do Estado Haitiano com suas conhecidas fragilidades que ainda se agravaram mais após o sismo.
 
A Oikos pretende terminar esta acção em Julho de 2011 e está avaliando a sua permanência com uma visão de longo prazo para acções de desenvolvimento sustentável.
 
Fonte: Oikos
 

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