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a 10 JAN 2011

Portugal dá 7,3 milhões de euros no aumento de capital do Banco Africano de Desenvolvimento

Portugal vai participar no aumento de capital do Banco Africano de Desenvolvimento com 7,3 milhões de euros, autorizou hoje o Conselho de Ministros.

Por Maria Lopes
 
De acordo com o comunicado, este aumento de capital visa cumprir três objectivos: "aprofundar a cooperação e a luta contra a pobreza nos países africanos", em especial nos de língua oficial portuguesa; "manter a sustentabilidade dos processos de desenvolvimento dos países membros regionais" numa altura em que são feitos ao banco cada vez mais pedidos de financiamento; e "contribuir para diversificar os mercados de internacionalização das empresas portuguesas" - porque as que apostam em África também recorrem a esta instituição bancária.
 
Portugal participa com 7,3 milhões de euros, mas o banco vê triplicar o valor do seu capital social, que se situa agora nos 100 mil milhões de dólares.
 
A contribuição portuguesa, justifica ainda o Conselho de Ministros, assume "particular relevo no que respeita ao alcance dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, bem como dos compromissos assumidos por Portugal a nível dos fluxos de Ajuda Pública ao Desenvolvimento".
 
Além disso, actualmente, a presidência do Conselho de Governadores do BAfD é exercida em conjunto pelo ministro das Finanças português e pelo Governador do Banco de Portugal. E será em Portugal que se realizará, em Junho deste ano, a reunião anual da Assembleia de Governadores do banco.
 
Este aumento de capital foi aprovado no final de Maio pela Assembleia de Governadores do banco e contempla uma parcela de aumento selectivo de capital, tendo em vista a entrada do Luxemburgo e da Turquia como novos accionistas do Banco.
 
A proposta de triplicação do capital fora feita no início do ano pelo Comité Consultivo de Governadores, que recomendava que o momento fosse igualmente aproveitado para levar a cabo um pacote de reformas incluindo a definição de uma estratégia de longo prazo do banco, assim como a revisão do seu modelo de rendimento e a implementação de uma política alargada de avaliação de resultados.
 
Fonte: Público

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