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a 04 JAN 2011

2011 é Ano Europeu do Voluntariado para promover mais cidadania activa

O trabalho voluntário envolve atualmente mais de cem milhões de europeus, um número ainda assim considerado insuficiente pela União Europeia que decidiu instituir em 2011 o Ano Europeu do Voluntariado, com vista a promover uma cidadania mais ativa

De acordo com a plataforma portuguesa das ONGD (Organizações Não-Governamentais para o Desenvolvimento), o objetivo é incentivar e apoiar os esforços desenvolvidos pela comunidade, pelos Estados-membros e pelas autoridades locais e regionais no sentido de criar condições na sociedade civil propícias ao voluntariado.
 
Considerando que o voluntariado tem um papel fundamental no desenvolvimento social da Europa, não só a nível nacional mas também em ações desenvolvidas nos países em desenvolvimento, a plataforma das ONGD reforça a necessidade de mais voluntários para alcançar os objetivos de desenvolvimento do milénio (ODM).
 
Mais de 100 milhões de europeus estão atualmente envolvidos em atividades voluntárias, segundo uma pesquisa do Eurobarómetro, que revelou ainda que em 2006 três em cada dez europeus afirmaram ser voluntários ativos e que cerca de 80 por cento dos inquiridos consideraram que o voluntariado é uma parte importante da vida democrática na Europa.
 
Os dados apresentados nos últimos estudos das Nações Unidas mostram que as metas traçadas até 2015 (ODM) estão cada vez mais difíceis de alcançar, pelo que é essencial um maior envolvimento no trabalho voluntário, que já tem tido um papel fundamental nos resultados obtidos, realça a plataforma das ONGD.
 
Como exemplo, refere os dados das Nações Unidas que dão conta de uma redução do número de pessoas que vive abaixo do limiar da pobreza de 1800 para 1400 milhões entre 1990 e 2005.
 
Cerca de meia centena de medidas
  
O Centro Europeu de Voluntariado (CEV) aprovou um documento -- "declaração de Bruxelas" -- que servirá de guia ao Ano Europeu do Voluntariado e que dará continuidade ao trabalhado realizado em 2010 no âmbito do Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social.
 
Este documento traça 43 medidas a serem desenvolvidas por políticos, organizações de voluntários e da sociedade civil, empresas e indivíduos, em torno de quatro pontos: reforçar a contribuição do voluntariado na autonomia e inclusão social das pessoas em situação de pobreza, melhorar o trabalho voluntário tornando-o num meio de inclusão mais eficaz, assegurar juridicamente que o voluntariado é um direito que chega a todos e reforçar o papel do voluntariado com vista a aumentar a empregabilidade.
 
Em Portugal, desconhece-se o número de missões voluntárias que existem, de pessoas que se dedicam a esta atividade e de quem beneficia deste apoio. Por isso, a Confederação Portuguesa de Voluntariado (CPV) traçou como um dos objetivos nacionais para o próximo ano fazer essa "radiografia".
 
O presidente da CPV, João Teixeira, considera que o ano do voluntariado será uma "boa oportunidade para mostrar o que fazem os voluntários e tentar suscitar o aparecimento de mais pessoas dispostas a prestar este tipo de ajuda".
 
Dar mais visibilidade ao que se faz de forma a tentar ultrapassar as principais dificuldades com que se deparam as organizações, sobretudo as financeiras e logísticas, é outro dos desígnios nacionais.
 
Em Portugal, o Ano Europeu do Voluntariado será tutelado pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e por uma comissão de acompanhamento nomeada pelo Governo. 
   
Fonte: Sic / Lusa

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