|
a 13 DEZ 2010

As principais decisões da Conferência da ONU

Veja aqui quais foram as principais decisões da Conferência climática da ONU em Cancún

Protocolo de Quioto
 
Os países de Quioto - que não integram os EUA - comprometem-se a concluir o trabalho sobre o seu prolongamento "o mais rápido possível e de modo a garantir que não haja um hiato entre o primeiro e o segundo período de cumprimento". O primeiro período termina em 2012. Pedem-se mais esforços aos países desenvolvidos, mencionando a necessidade de 25 a 40 por cento de redução até 2020, em relação a 1990, para manter o aquecimento global a um nível aceitável. A negociação de novas metas concretas ficou para mais tarde.
 
Acção de longo prazo
 
Reconhece-se a necessidade de manter o aumento da temperatura global abaixo dos dois graus Celsius, com possível revisão para 1,5 graus. Determina-se que se estabeleça uma meta global de redução de emissões até 2050. Os países desenvolvidos devem liderar nos esforços, dado serem historicamente responsáveis por mais emissões. Os países em desenvolvimento devem adoptar "acções nacionais" para controlar as suas emissões até 2020, com verificação externa no caso de iniciativas apoiadas internacionalmente. Essas determinações já constavam genericamente do Acordo de Copenhaga. As promessas de redução ou controlo de emissões já feitas a título voluntário - que o acordo de Cancún considera insuficientes - serão vertidas num documento acessório ainda a elaborar.
 
Financiamento
 
Os países industrializados comprometem-se com apoios no valor de 100 mil milhões de dólares anuais (76 mil milhões de euros) aos países em desenvolvimento, a partir de 2020. O dinheiro constituirá o "Fundo Verde Climático", gerido por uma direcção de 24 membros (12 de países ricos e 12 de países pobres) e sob administração provisória do Banco Mundial. Os detalhes serão delineados por uma comissão de 40 membros, com maior representação dos países em desenvolvimento - 25 contra 15. O acordo solicita transparência, através de relatórios, na atribuição dos 30 mil milhões de dólares (23 mil milhões de euros) de ajuda imediata prometida em Copenhaga para 2010-2012.
 
Outros assuntos
 
É criado um mecanismo para facilitar a cooperação com os países pobres na adaptação aos efeitos das alterações climáticas. Nas florestas, ficaram definidas as bases de um sistema de compensação financeira para o controlo da desflorestação. Foi dada luz verde para que os projectos, nos países em desenvolvimento, de recolha do CO2 à saída das chaminés e o seu confinamento em depósitos subterrâneos (captura e armazenamento de carbono) possam gerar créditos para compensar as emissões dos países industrializados.
 
Fonte: Público

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
2019
2018
2017
2016
2015
2014
2013
2012
2011
2010