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a 30 NOV 2010

Projectos contra alterações climáticas debatidos no México

O encontro de Cancun poderá tornar operacional o mecanismo REDD , que consiste em dar compensações financeiras aos países que reduzam a desflorestação ou a degradação das suas florestas.

Arranca hoje em Cancun, no México, a Convenção das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas. O objectivo é dar novo impulso à luta contra o aquecimento global, mas sem a ambição de conseguir um tratado global.
 
Mais de 190 países participam na reunião, que decorre até 10 de Dezembro e da qual podem sair vários projectos ligados ao clima, como a luta contra a desflorestação. A redução das emissões de gases de efeito estufa ligados à desflorestação entre 12% e 20% do total é, aliás, um dos pontos sobre a mesa.
 
O encontro de Cancun poderá tornar operacional o mecanismo REDD , que consiste em dar compensações financeiras aos países que reduzam a desflorestação ou a degradação das suas florestas.
 
Um acordo-quadro esteve prestes a ficar concluído em Copenhaga, há um ano. No entanto, o documento deixa de lado questões controversas e cruciais, como o financiamento a longo prazo deste dispositivo, possivelmente através do mercado das emissões de dióxido de carbono.
 
A cimeira de Copenhaga tinha a ambição de conseguir um acordo global para o período que se segue a 2012, quando termina o prazo de vigência do Protocolo de Quioto, que limita as emissões de gases com efeito de estufa dos países industrializados.
 
Porém, dela saiu apenas um acordo mínimo, concluído e assinado à pressa por 20 chefes de Estado, que fixaram o objectivo de limitar o aquecimento global a dois graus centígrados, sem especificarem os meios para atingir essa meta.
 
As ambições estão, por isso, mais baixas em Cancun, não se prevendo que desta reunião saia um acordo alargado e definitivo. Além disso, e ao contrário do que aconteceu em Copenhaga, não são esperados chefes de Estado ou de Governo em Cancun para assinar a declaração final: os acordos vão ser assumidos ao nível ministerial.
 
O que se espera, neste contexto, são avanços em alguns sectores específicos, como a luta contra a desflorestação ou a criação de um Fundo Verde, para o qual deverão transitar uma parte dos 100 mil milhões de dólares anuais prometidos até 2020 aos países mais pobres. Este fundo deve ajudar a paliar as sequelas das alterações climáticas na agricultura dos países em vias de desenvolvimento.
 
Portugal vai ter uma delegação de técnicos na conferência, aos quais se junta depois a ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, e o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, que participam na cimeira dos governantes. 
  
Fonte: Rádio Renascença

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