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a 23 SET 2010

Presidente da Assembleia Geral afirma que o mundo tem o dever moral de realizar os ODM

Na abertura da Cimeira sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), que decorre na Sede da ONU, em Nova Iorque, o Presidente da Assembleia Geral da ONU, Joseph Deiss, sublinhou, hoje, que havia o “dever moral de se preocupar com o bem-estar do outro”.

“A força da comunidade mede-se pelo bem-estar do mais fraco dos seus membros”. Esta frase toca-me muito, citei-a no discurso de aceitação do cargo. Esta frase foi extraída da Constituição do meu país. Exprime o princípio segundo o qual a solidariedade é o fundamento de qualquer comunidade”, declarou Joseph Deiss, perante os dirigentes mundiais, reunidos na Cimeira.
   
“Reconhece que há o dever o moral de se preocupar com o bem-estar do outro. Isto resume bem, julgo eu, o que a comunidade internacional se comprometeu a fazer ao adoptar os ODM”, acrescentou.
  
Em 2000, quando da Cimeira do Milénio, “adoptámos o programa mais ambicioso jamais lançado para lutar contra a pobreza”.
   
“Afirmámos, assim, que todos os povos das Nações Unidas formam uma única comunidade e que não temos o direito de ser indiferentes à miséria e ao sofrimento do outro. Com os ODM, a Assembleia Geral fez nascer grandes esperanças para milhões de homens e mulheres e agora temos de responder às suas expectativas”, lembrou o Presidente da Assembleia Geral.
   
Não podemos deixar de comprovar que, dez anos depois de termos assumido o compromisso, os resultados são heterogéneos, diz Joseph Deiss. “Os progressos são bem reais em certos planos: a pobreza diminuiu, a nível mundial. Mas há regiões, como a África Subsariana, onde estamos atrasados. Há igualmente domínios, a luta contra a fome, a redução da mortalidade infantil e a melhoria da saúde materna, em particular, onde estamos atrasado. São necessários esforços adicionais”, sublinhou.
   
No Relatório anual do Grupo de Reflexão composto por organismos multilaterais especializados em desenvolvimento e economia, publicado na semana passado, a ONU pede um novo compromisso a favor da meta de 0,7% do rendimento nacional bruto dos países doadores a consagrar à ajuda pública ao desenvolvimento (APD).
  
“O documento que vamos adoptar baseia-se num amplo consenso. Agradeço a todas e todos os que ultrapassaram os interesses puramente nacionais e negociaram a obtenção de um texto final sólido que beneficia de um forte apoio”, disse Joseph Deiss.
  
Fonte: notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 20/09/2010

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