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a 22 SET 2010

Angola regista melhorias nos indicadores dos ODM

O secretário de Estado das Relações Exteriores de Angola, George Chicoty, afirmou hoje que Angola registou melhorias em todos os indicadores dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), apesar dos efeitos adversos da crise económica e financeira.

"Os dados começam a ser animadores, fruto de forte investimento em infra-estruturas, principalmente na área hospitalar", disse Chicoty, que substituiu o ministro das Relações Exteriores na Conferência de Alto Nível das Nações Unidas sobre as oito metas de desenvolvimento até 2015.
   
Segundo o governante, entre 2000 e 2006 foram construídas mais de 250 unidades hospitalares em Angola, contribuindo para a redução da taxa de mortalidade materno-infantil.
   
"Estamos esperançados em reduzir os índices de prevalência das principais doenças infecciosas, como a sida, a malária e a tuberculose até 2015, bem como reduzir drasticamente as causas de morte de mulheres e crianças", afirmou Chicoty, o primeiro governante a dirigir-se em português à Assembleia Geral das Nações Unidas.
    
"Mais de dois milhões de crianças foram matriculadas no ensino primário desde 2002, a percentagem de crianças a frequentar o ensino subiu para 76%, a sobrevivência infantil aumentou em 20%, a percentagem de crianças vítimas da malária caiu para 23%", adiantou.
    
Apesar dos efeitos da crise, referiu, Angola "registou melhoria em todos os indicadores de base dos ODM".
    
Sublinhou ainda que Angola adoptou uma estratégia nacional de segurança alimentar (2009-2014), que tem como objectivo aumentar a produção agrícola e contribuir para a erradicação da fome e da pobreza.
             
"África, apoiada pela comunidade internacional, poderá vencer", disse Chicoty.
           
Os dados divulgados ao longo das últimas semanas revelam que os países africanos são os que estão mais atrasados no cumprimento das oito metas estabelecidas em 2000.
    
O secretário de Estado angolano sublinhou ainda a importância da cooperação internacional no esforço dos ODM, em particular para que sejam cumpridas as promessas de ajuda pública ao desenvolvimento por parte dos países mais ricos.
   
"Necessidade imperiosa", referiu, é ainda a "reforma da arquitectura financeira internacional, introduzindo maior agilidade, dinamismo e capacidade de responder às necessidades dos países em desenvolvimento".
    
O governante angolano apelou ainda à liberalização do comércio internacional, através da eliminação das barreiras aduaneiras dos produtos agrícolas e da redução das subvenções nos países ricos, do aumento do investimento em África e de um programa integrado de microcrédito. 
   


Fonte: Oje / Lusa

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