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a 14 SET 2010

Fome no mundo diminuiu pela primeira vez em 15 anos

As conclusões constam no Relatório da Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO, em Inglês) apresentado hoje em Itália. O número de pessoas que passam fome diminuiu 9,6% em 2010 devido à recuperação económica mundial e à baixa de preços dos alimentos face a 2008.

Segundo o relatório da FAO, o número de pessoas que passaram fome no mundo em 2010 diminuiu de 1,023 biliões para 925 milhões, uma diminuição registada pela primeira vez em 15 anos, mas a organização alerta que ainda assim os números continuam elevados.
 
Os resultados são animadores mas o relatório refere que, ainda assim, estão longe de atingir a Meta 1 dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, da ONU, que tem como premissa reduzir para 10% a fome nos países em desenvolvimento até 2015.
 
A região da Ásia e do Pacífico continua a ser a mais afectada com 578 milhões de pessoas sem acesso às condições básicas de alimentação, mas foi também a região onde a fome mais diminuiu em 2010 (- 12%). Bangladesh, China, República Democrática do Congo, Etiópia, Índia, Indonésia e Paquistão são os países mais afectados por esta calamidade. Só na China e Índia juntas vive 40% da população mundial afectada pela fome. A África Subsariana continua a ser a segunda região onde mais pessoas fome no mundo (239 milhões de pessoas), seguida da América Latina e Caraíbas (53 milhões), Norte de África (37%) e países desenvolvidos (19 milhões).
 
A organização das Nações Unidas para a alimentação atribui esta descida à melhoria do acesso aos bens primários, sobretudo nos países em desenvolvimento, e à descida de preços dos bens essenciais, depois do período alarmante em 2008, que fez disparar o preço do trigo nos mercados mundiais. Apesar também da aparente saída da crise financeira mundial, a FAO refere que a luta pela erradicação, levada a cabo pelos governos, não deve parar.
 
A maioria das pessoas afectadas pela fome vive nos países em vias de desenvolvimento (98%), o que corresponde a cerca de 16% do total da população destes países. A FAO alerta os governos para criarem condições para o desenvolvimento da agricultura, para expandirem as suas redes de necessidades básicas às populações e apostarem na dinamização das zonas rurais e urbanas pobres.
 
@Catarina Osório
 
Fonte: Sapo Notícias (
http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1092475.html)

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