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porUNICEF
fonteUNICEF
a 26 JAN 2017

Campanha de imunização contra o sarampo abrange 4.7 milhões de crianças no nordeste da Nigéria

No âmbito de uma campanha de imunização que termina esta semana, 4.7 milhões de crianças estão a ser vacinadas contra o sarampo em resposta a um surto da doença no nordeste da Nigéria. A campanha abrange os três estados mais afectados pelo conflito do Boko Haram - Adamawa, Borno e Yobe – onde a insegurança condicionou as acções de vacinação. Em 2016 verificaram-se cerca de 25.000 casos de sarampo entre as crianças, das quais 97 por cento menores de 10 anos, tendo morrido pelo menos 100 crianças.


© UNICEF - Van den Berg

“A segurança melhorou em algumas zonas, o que nos levou a actuar com rapidez para podermos aceder a locais onde ainda não tínhamos chegado e proteger as crianças desta doença que é muito perigosa,” afirmou Mohamed Fall, Representante da UNICEF na Nigéria. “Mas, continuamos muito preocupados com as crianças que vivem em vastas zonas do estado de Borno que ainda não são acessíveis.”

As infecções por sarampo têm tendência a aumentar durante os primeiros seis meses do ano devido às temperaturas mais elevadas. A cobertura da vacinação continua a ser baixa na Nigéria, com pouco mais de 50 por cento das crianças abrangidas; e nas zonas afectadas pela violência as crianças são particularmente vulneráveis. Os riscos são ainda maiores para as que estão mal nutridas devido ao enfraquecimento do seu sistema imunitário. O conflito e as deslocações da população, deixaram mais de 4.4 milhões de crianças na Nigéria a precisar de assistência humanitária, estimando-se que 450.000 venham a sofrer de má nutrição aguda grave em 2017.

Levada a cabo em parceria com o governo da Nigéria, a OMS e várias organizações não-governamentais, a campanha de vacinação inclui também a administração de vitamina A a crianças menores de cinco anos para reforçar o seu sistema imunitário, e de comprimidos de desparasitação. A maioria do financiamento para esta campanha foi proporcionada pela Iniciativa Sarampo e Rubéola.

A campanha é parte da resposta de emergência mais ampla da UNICEF em matéria de saúde nos três estados do nordeste da Nigéria. Em parceria com as autoridades nigerianas, a UNICEF providenciou a prestação de cuidados de saúde primários a pessoas deslocadas e às comunidades vulneráveis nas quais procuraram abrigo. Foram reabilitados centros de saúde que tinham sido danificados pelos combates e foram criados e equipados postos de saúde temporárias nos campos de deslocados, abrangendo mais de 4.2 milhões de pessoas com serviços que incluem imunização de rotina, cuidados pré-natais e assistência nos partos, bem como o tratamento de doenças comuns como a malária, a diarreia e a pneumonia, e também o sarampo.

A UNICEF deu formação a mais de 1.000 agentes de saúde sobre cuidados de saúde primários de emergência; e, nas zonas que recentemente se tornaram acessíveis aos trabalhadores humanitários, a agência recrutou 60 enfermeiras-parteiras e destacou seis médicos para reforçar os serviços de saúde.

A situação de emergência no nordeste da Nigéria continua grave com mais de 1.6 milhões de pessoas deslocadas devido ao conflito. Apesar de a UNICEF ter feito progressos significativos no que diz respeito a chegar às crianças e suas famílias com cuidados de saúde, tratamento contra a má nutrição, água potável, serviços de saneamento e higiene, educação e protecção, a falta de financiamento continua a afectar a capacidade de resposta. Em 2016 de um apelo no total de 115 milhões de USD (cerca de 108 milhões de euros) recebeu apenas 51 milhões de USD (cerca de 48 milhões de euros). Em 2017 a UNICEF procura reunir 150 milhões de USD (cerca de 140 milhões de euros) para responder às prementes carências humanitárias no nordeste da Nigéria.

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