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porUNICEF
fonteUNICEF
a 09 DEZ 2016

Perto de um quarto das crianças do mundo vivem em países afectados por conflitos ou catástrofes

Um total estimado de 535 milhões de crianças – quase uma em cada quatro – vivem em países afectados por conflitos ou catástrofes, muitas vezes sem acesso a cuidados médicos, educação de qualidade, nutrição adequada e protecção, afirmou a UNICEF hoje.

Na África subsariana vivem perto de três quartos – 393 milhões – do total de crianças em países afectados por situações de emergência, a que se segue o Médio Oriente e o Norte de África, onde residem 12 por cento destas crianças.

Os novos dados serão divulgados pela UNICEF no próximo dia 11 de Dezembro, data em que a organização assinala 70 anos de trabalho sem interrupção nos lugares mais difíceis do mundo para levar ajuda vital, apoio a longo prazo e esperança às crianças cujas vidas e futuros são ameaçados por conflitos, situações de emergência, pela pobreza, pelas desigualdades e pela discriminação.

“A UNICEF foi criada para levar ajuda e esperança às crianças cujas vidas e futuros estão em perigo devido a conflitos e privações, e este número avassalador – por trás do qual estão as vidas de mais de meio milhão de crianças que representa a vida de mais de 500 milhões de crianças – é um sinal inequívoco de que a nossa missão é cada dia mais urgente,” afirmou Anthony Lake, Director Executivo da UNICEF.

O impacto dos conflitos, das catástrofes naturais e das alterações climáticas estão a obrigar as crianças a abandonar as suas casas, a encurralá-las por detrás de linhas de confrontos e em risco de doenças, violência e exploração.

  • Perto de 50 milhões de crianças foram desenraizadas – das quais mais de metade foram forçadas a abandonar as suas casas devido a conflitos.
  • Com a escalada da violência na Síria, o número de crianças que permanece em zonas sob cerco duplicou em menos de um ano. Perto de 500.000 crianças vivem actualmente em 16 zonas sob cerco no país, praticamente sem acesso a ajuda humanitária sustentada e serviços básicos.
  • No nordeste da Nigéria, perto de 1.8 milhões de pessoas estão deslocadas, das quais quase um milhão são crianças.
  • No Afeganistão, perto de metade das crianças em idade escolar primária não têm acesso à educação.
  • No Iémen, quase 10 milhões de crianças vivem em zonas afectadas pelo conflito.
  • No Sudão do Sul, 59 por cento das crianças em idade escolar primária estão fora da escola e 1 em cada 3 escolas em zonas de conflito estão encerradas.
  • Mais de dois meses depois de o furação Matthew ter atingindo o Haiti, mais de 90.000 crianças menores de cinco anos continuam a precisar de assistência.

As situações de emergência que as crianças mais vulneráveis enfrentam actualmente ameaçam comprometer os muitos progressos alcançados nas últimas décadas:

  • Desde 1990, o número de crianças que morrem antes dos cinco anos diminuiu para metade;  
  • Centenas de milhões de crianças foram retiradas da pobreza;
  • As taxas de crianças em idade escolar primária sem acesso à educação diminuíram mais de 40 por cento entre 1990 e 2014.

Apesar de todos os progressos alcançados, demasiadas crianças continuam a ficar para trás por razões de género, raça, religião, etnia ou deficiência; porque vivem na pobreza ou em comunidades difíceis de alcançar; ou simplesmente porque são crianças.

“Quer viva num país em guerra ou num país em paz, o desenvolvimento das crianças é crucial não apenas para elas próprias e para o seu futuro, como também para o futuro das sociedades a que pertencem,” afirmou Anthony Lake.

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