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a 23 AGO 2010

Emergência no Paquistão - MdM

Os Médicos do Mundo (Delegação de França) continuam o trabalho com as populações afectadas e abrem um centro para tratar doenças diarreicas em Kohat, no noroeste do país.

Há um ano que Médecins du Monde intervém na área do KPK (Kyber-Pakhtunkhwa, no noroeste do país) para assistir as pessoas deslocadas por causa do conflito entre os talibãs e o exército paquistanês.
 
Trabalhando com a população deslocada na região de KPK (Khyber-Pakhtunkhwa, no noroeste do país) desde essa altura, Médecins du Monde (MdM) dividiu esforços rapidamente com o objectivo de dar assistência às vítimas das inundações que têm assolado o Paquistão durante as últimas três semanas. “Nos bancos do rio Kabul a maioria de casas está totalmente ou parcialmente inundadas e as infra-estruturas de saúde estão paralisadas” explicam as nossas equipas, compostas por quase 200 pessoas, a maioria delas paquistanesas.
 
Sete clínicas móveis (consultas médicas curativas e preventivas, vacinação) estão operacionais na zona de KPK, podendo alcançar potencialmente 600.000 pessoas. “Nos distritos de Nowshera, de Charsadda e de Kohat, que foram gravemente afectados pelas inundações, cada equipa móvel atinge por volta de 250 pacientes num dia, que sofrem principalmente de diarreias, de infecções respiratórias ou doenças dermatológicas devido a problemas de saneamento e de contaminação da água”, relata Marc der Mullen, coordenador de MdM no terreno.
 
Hoje, sexta-feira, 20 de Agosto, MdM abriu também, conjuntamente com as autoridades de saúde do Paquistão, um centro para o tratamento da diarreia na cidade de Kohat. Este centro, com 40 camas do hospital, está previsto para cobrir as necessidades do distrito inteiro de Kohat. “A sobrepopulação, o facto da água ser contaminada e a falta de acesso à água potável são vectores de doenças gastro-intestinais, e os casos de diarreia duplicaram desde que as inundações começaram” declara Marc der Mullen. “No distrito de Kohat mais de 200 casos foram identificados somente na quarta-feira, dos quais 30% requerem hospitalização. O que nos preocupa é o risco de casos de cólera.”
 
Fonte: Médicos do Mundo

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