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porUNICEF
fonteUNICEF
a 04 NOV 2016

Um mês depois da passagem do furação Matthew: mais de 600.000 crianças continuam a precisar de ajuda

Um mês depois do furacão Matthew ter arrasado o Haiti, cerca de 600.000 crianças continuam a precisar de assistência humanitária, devido ao elevado risco de doenças, fome e má nutrição, afirmou a UNICEF hoje.

“Um mês depois da tempestade, a vida de mais de meio milhão de crianças no Haiti continua longe da normalidade,” afirmou Marc Vincent, Representante da UNICEF no país. “Um número imenso de crianças continua sem casa, com fome, sem ir à escola e em perigo. Estamos a intensificar a nossa resposta e a fazer todo o possível para ajudar o maior número de crianças e o mais depressa que conseguirmos.”

Ao fazer o ponto de situação sobre o estado em que se encontram as crianças desde que a tempestade destruiu edifícios e arrasou meios de subsistência, a UNICEF afirmou que há a registar pelo menos 1.000 casos suspeitos de cólera entre crianças no último mês. Dos 219 centros para tratamento da cólera no país, 18 ficaram danificados nas províncias mais gravemente atingidas de Grand'Anse e Sul, tornando ainda mais difíceis os esforços para conter a doença.

A destruição total de colheitas e a perda de reservas alimentares e de gado em algumas das zonas mais afectadas deixaram mais de 800.000 pessoas a precisar de assistência urgente e mais de 112.000 crianças em risco de subnutrição grave.

Estima-se em 50.000 o número de crianças que ficaram sem casa e que estão agora em abrigos temporários. Outras 3.500 que vivem em instituições precisam de ajuda para aceder a serviços de nutrição, água e saneamento.

Cerca de 80 por cento dos hospitais e centros de saúde em Grand’Anse ficaram sem telhado. Outros sete centros de saúde em Grand’Anse, quatro no Sul e três em Nippes não estão operacionais.

Mais de 700 escolas foram afectadas e cerca de 86 estão a ser usadas como abrigos temporários, o que significa a interrupção da escolaridade de pelo menos 150.000 crianças.

A UNICEF está a trabalhar com parceiros nacionais e outros para prestar assistência básica às crianças mais vulneráveis. As acções conjuntas incluem:

  • Fornecimento de água própria para consumo a 100.000 pessoas por dia;
  • Apoio a uma campanha de vacinação contra a cólera que será lançada na próxima semana para imunizar 900.000 pessoas;
  • Distribuição de kits para prevenir a cólera que contêm pastilhas para purificar água, sabão e sais de reidratação oral. São distribuídos entre 100 a 200 kits todos os dias;
  • Prestação de um conjunto de serviços integrados para prevenir e tratar casos de subnutrição em crianças menores de cinco anos e mulheres grávidas e lactantes que vivem nas zonas mais afectadas pelo furacão
  • Reabastecimento e restabelecimento da cadeia de frio para que a imunização de rotina possa ser retomada nos centros de saúde que ainda se encontram operacionais e em posto de saúde móveis;
  • Distribuição de equipamento médico de emergência a 18 centros de saúde;
  • Criação de espaços móveis onde as crianças mais vulneráveis e as suas famílias possam receber apoio psicológico, e ainda a formação de 60 voluntários para esses mesmos espaços;
  • Reparação de 130 escolas e distribuição de kits escola e de materiais específicos para a primeira infância para que as crianças possam retomar a sua aprendizagem o mais rapidamente possível.

A UNICEF precisa de mais de 23 milhões de USD (cerca de 20,716 milhões de euros) para responder às necessidades humanitárias das crianças afectadas pelo furacão, incluindo para a prevenção e tratamento da cólera. Até à data, recebeu apenas 6 milhões de USD (cerca de 5,404 milhões de euros).
 

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