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porUNICEF
fonteUNICEF
a 12 OUT 2016

Declaração da Coordenadora Especial da UNICEF para a crise de Refugiados e Migrantes na Europa

O compromisso do Reino Unido e de França no sentido de encontrar soluções urgentes para as centenas de crianças refugiadas e migrantes que há meses estão em condições deploráveis em Calais, não podia tardar mais, afirmou Marie Pierre Poirier, Coordenadora Especial da UNICEF para a Crise de Refugiados e Migrantes na Europa.

Com o desmantelamento iminente do campo de Calais e com a aproximação do Inverno por certo é uma boa notícia que muitas das crianças possam em breve ter uma nova casa e uma nova esperança no Reino Unido. Saudamos também o compromisso da França a fim de encontrar soluções para as outras crianças refugiadas e migrantes que irão permanecer em território francês. Uma medida também há muito esperada.

Durante muitos meses cerca de 1.200 crianças viveram em condições tremendas no campo de Calais, expostas a abusos, exploração e acidentes de viação enquanto esperavam por um destino incerto.

Não será difícil imaginar o enorme alívio que as crianças sentirão quando, finalmente, lhes for dada uma casa, cuidados, educação e um futuro dignos - não apenas para as que vão para o Reino Unido mas também para as que ficam em França. O interesse superior das crianças deve guiar as decisões das autoridades em todas as fases do processo.

Todos nós, na UNICEF, juntamente com os muitos parceiros que há meses vimos fazendo pressão em sua defesa, partilharemos o alívio das crianças quando os governos de ambos os lados do Canal puserem cabalmente em prática os apelos feitos por inúmeros activistas e voluntários locais, ONGs, entre as quais os Comités Nacionais francês e do Reino Unido, bem como pelos organismos internacionais, a fim de serem encontradas soluções duradouras para cuidar das crianças refugiadas e migrantes.    
 
Esperamos por compromissos ainda significativos por parte de todas as autoridades, não apenas decorrentes dos seus deveres legais para com as crianças, mas da sua obrigação moral de proteger todas aquelas que se encontram desenraizadas.

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