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porPlataforma ONGD
fonteBanco Mundial e Unicef
a 04 OUT 2016

Perto de 800 Milhões de pessoas vivem em situação de pobreza extrema

Segundo o novo relatório do Grupo do Banco Mundial, Poverty and Shared Prosperity 2016: Taking on Inequality, em 2013, cerca de 767 milhões de pessoas no mundo viviam com menos de 1,90 dólares (1,69€) por dia, limiar da pobreza extrema. Metade das pessoas em pobreza extrema vive na África Subsaariana e um terço no Sul da Ásia.

Apesar de 1,1 mil milhões de pessoas terem deixado de viver numa situação de pobreza extrema e de a desigualdade ter diminuído entre todos os povos do mundo desde 1990, o cenário contínua desolador e preocupante. A desigualdade ainda é demasiado elevada e em alguns países analisados as diferenças nos rendimentos aumentaram e os mais pobres viram os seus rendimentos diminuírem.

O caminho é longo e é preciso um esforço de todas e todos para que seja possível eliminar a pobreza extrema até 2030.

Segundo o presidente do grupo Banco Mundial (BM), Jim Yong Kim, "A mensagem é clara: para acabar com a pobreza, o crescimento e desenvolvimento tem de ser uma realidade para os mais pobres e uma das maneiras mais seguras de fazer isso é reduzir a desigualdade, especialmente nos países onde vivem muitos pobres."

Para tal, os autores do estudo apresentam o caminho: desenvolvimento e nutrição na primeira infância, cobertura universal de saúde, acesso universal a educação de qualidade, transferências de dinheiro para as famílias mais pobres, melhores infraestruturas rurais, impostos progressivos.

Este estudo baseia-se em dados de 89 países, que representam 83 por cento da população dos países em desenvolvimento.

385 milhões de crianças
De acordo com o estudo Ending Extreme Poverty: A Focus on Children do Grupo Banco Mundial e da Unicef, em 2013, 385 milhões de crianças viviam em situação de pobreza extrema. A África subsariana tem as mais elevadas taxas de crianças a viver na pobreza, quase 50%, e de crianças extremamente pobres, ligeiramente acima dos 50%.

De acorco com Anthony Lake, Director Executivo da UNICEF, “As crianças não só têm maior probabilidade de viver na pobreza extrema como os efeitos desta lhe causam maiores danos. Elas são as mais prejudicadas entre os mais prejudicados, em especial as crianças mais pequenas porque as privações a que são sujeitas afectam o seu desenvolvimento físico e intelectual”.

Anthony Lake realça ainda que ”É chocante que metade das crianças na África Subsariana e um quinto das crianças nos países em desenvolvimento estejam a crescer na pobreza extrema. Esta realidade não limita apenas os seus futuros, como se repercute negativamente nas suas sociedades”.

Urge fazer face a este problema e investir nos primeiros anos de vida, em cuidados pré-natais, desenvolvimento na primeira infância, educação, etc., trabalho que em muitas situações é desenvolvido por ONGD. 

Consulte mais informação sobre este relatório no Comunicado da UNICEF.
 

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