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porUNICEF
fonteUNICEF
a 30 SET 2016

Equipas de saúde móveis salvam a vida de crianças em risco no Iémen

Perante a situação de conflito que continua a assolar o Iémen, a UNICEF e os seus parceiros levaram a cabo uma campanha de emergência ambiciosa para fazer chegar serviços de saúde e nutrição vitais às crianças e mulheres do país.

A campanha decorreu entre 24 e 29 de Setembro e foi levada a cabo em todo o país com o objectivo de abranger mais de 600.000 crianças menores de 5 anos e mais de 180.000 mulheres grávidas e lactantes com um conjunto de serviços de saúde e nutrição que incluiu vacinação, administração de suplementos de vitaminas, desparasitação, despiste de má nutrição e tratamento de infecções infantis e cuidados pré e pós-natais para mulheres.

Mais de 34.000 profissionais de saúde com o apoio de 880 supervisores e monitores percorreram os 333 distritos do Iémen, usando mais de 10.000 veículos e outros meios de transporte como motociclos, burros ou percorreram longas distâncias a pé em terrenos muito difíceis para chegar às crianças e mulheres que vivem em zonas muito recônditas do país.

“Alargámos a nossa intervenção em termos de território para chegar a todas as zonas do país e aumentámos também a frequência desta abordagem integrada. Assim conseguimos prestar assistência médica às comunidades às quais é mais difícil chegar, especialmente às mais afectadas pelo conflito,” afirmou Julien Harneis, Representante da UNICEF no Iémen.

Esta intervenção de saúde realizou-se numa altura crítica dado que o conflito do Iémen desmoronou o sistema de saúde e nutrição do país, colocando em risco a vida de milhões de crianças e mulheres.

“Com o sistema de saúde muitíssimo fragilizado, este tipo de programas de proximidade ajudam mas não são sustentáveis a longo prazo. Estas campanhas por si só não podem responder às necessidades da população em termos de saúde, o sistema de saúde tem de ser restabelecido com urgência,” acrescentou

Recentemente, o Ministério da Saúde anunciou ter esgotado os fundos operacionais mais básicos para os cuidados de saúde primários. Tal significa que não será possível transportar artigos médicos, nomeadamente medicamentos a partir dos armazéns para as unidades de saúde remotas; que não vai haver combustível nem electricidade para alimentar os sistemas de armazenamento de vacinas e medicamentos sensíveis à temperatura e os centros de saúde não terão electricidade.

O número de crianças em risco no Iémen é avassalador: 2.5 milhões de crianças correm perigo de contrair diarreia, 1.3 milhões estão podem vir a sofrer de infecções respiratórias e 1.5 milhões estão subnutridas, das quais 370.000 sofrem de má nutrição aguda severa.

A UNICEF está a reforçar a sua resposta mas as necessidades humanitárias são imensas. Desde Janeiro, a agência das Nações Unidas para a infância apoiou a vacinação de mais de 4.6 milhões de crianças contra a pólio, o tratamento de mais de 133.000 crianças contra a má nutrição aguda grave e mais de 168.000 mulheres grávidas e lactantes receberam apoio durante e depois da gravidez, incluindo informação sobre como cuidar dos seus bebés e de si próprias.

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