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porUNICEF
fonteUNICEF
a 05 AGO 2016

Três quartos das crianças do Belize afectadas pelo Furação Earl

No rescaldo da passagem do Furação Earl, que devastou o Belize ontem, mais de 110.000 crianças ficaram afectadas, sendo cerca de 27.000 menores de 5 anos. A falta de acesso a água potável, o saneamento precário e o risco de deslizamentos de terras, para além de jacarés e cobras em zonas inundadas, ameaçam a segurança das crianças mais vulneráveis do país.

O furacão de categoria 1 atingiu o sul da Cidade do Belize nas primeiras horas da manhã da passada quinta-feira, antes de baixar de intensidade para uma tempestade tropical enquanto continuava a sua rota pelo país, causando a destruição de milhares de casas.

A UNICEF fez uma primeira avaliação dos estragos causados pelo furacão em algumas das comunidades mais vulneráveis de South Side na Cidade do Belize. Funcionários no terreno relatam que centenas de famílias foram forçadas a procurar abrigo junto de familiares, vizinhos ou em abrigos governamentais. Muitas famílias perderam as suas casas e os seus pertences devido às inundações e aos ventos fortes que chegaram a ultrapassar os 128km/h.

“Os danos causados pelo Furacão Earl colocaram a segurança – e mesmo as vidas – das crianças mais vulneráveis do Belize em perigo iminente,” afirmou o Representante da UNICEF no Belize, Ivan Yerovi.

Embora muitas famílias tenham procurado abrigo antes da passagem da tempestade, algumas sentiram-se na obrigação de ficar nas suas casas por temerem pela segurança dos filhos nos abrigos comunitários devido ao elevado nível do consumo de álcool e às multidões. Porém, agora que as suas casas estão destruídas, não lhes resta outra alternativa senão permanecer nestes abrigos.

“As nossas prioridades mais urgentes são levar as crianças e famílias que perderam as suas casas para ambientes seguros para os mais novos, onde todos possam ter acesso a água potável, e levar as crianças de volta à escola,” afirmou Yerovi.

A UNICEF está a trabalhar dia e noite para proporcionar água potável, saneamento e higiene às crianças e famílias que ficaram sem acesso a serviços básicos. A organização tem planos para disponibilizar educação e prestar apoio psicológico às crianças deslocadas e assegurar que os abrigos comunitários são seguros para as crianças.

O primeiro-ministro do Belize, Dean Oliver Barrow, confirmou que não se registaram perdas de vidas. A Organização Nacional de Gestão de Emergências (National Emergency Management Organization – NEMO) retirou os alertas no país. Os trabalhos de busca e salvamento, a prestação de cuidados médicos e de abrigo, a limpeza dos destroços das estradas, o restabelecimento dos serviços e a inspecção dos aeroportos e portos marítimos estão a ser levados a cabo pelas autoridades e organizações envolvidas nos esforços de assistência.
 

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