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porUNICEF
fonteUNICEF
a 02 FEV 2016

Mais crianças e mulheres procuram segurança na Europa

Pela primeira vez desde o início da crise de refugiados e migrantes na Europa, existem mais crianças e mulheres em movimento do que homens adultos, afirmou a UNICEF.

As crianças e mulheres representam agora perto de 60 por cento dos refugiados e migrantes que atravessam a fronteira da Grécia em direcção a Gevgelijia na antiga República Jugoslava da Macedónia. As crianças constituem agora 36 por cento daqueles que arriscam a traiçoeira travessia do mar entre a Grécia e a Turquia. Contudo, este número poderá ser mais elevado dado que muitas crianças não declaram a sua idade até alcançarem o seu país de destino.

“As implicações deste aumento da proporção de crianças e mulheres em trânsito são enormes – significa que são em maior número aqueles que correm riscos no mar, em especial agora que estamos em pleno Inverno, e aqueles que precisam de protecção em terra,” afirmou Marie Pierre Poirier, Coordenadora Especial da UNICEF para a Crise de Refugiados e Migrantes na Europa. “Os sistemas de segurança social, protecção e saúde precisam de ser reforçados em cada etapa do caminho para que as crianças e mulheres não sejam exploradas ou caiam por entre as brechas.”

Desde Junho de 2015, quando os homens representavam 73 por cento do fluxo migratório, verificou-se um aumento muito significativo do número de crianças e mulheres em trânsito, já que a proporção de crianças era de uma em cada dez pessoas em Junho de 2015 e agora é de mais de um terço de todos os refugiados e migrantes.

Embora o número exacto de crianças não-acompanhadas e separadas em movimento não seja conhecido, sabe-se que 35.400 crianças fizeram o pedido de asilo na Suécia, na sua maior parte jovens afegãos, enquanto a Alemanha tem já mais de 60.000 adolescentes não-acompanhados provenientes sobretudo da Síria, do Afeganistão e do Iraque.

A UNICEF tem enfatizado o facto de que deve ser dada prioridade a todas as crianças em cada etapa do caminho – elas precisam de ser plenamente informadas dos seus direitos a requerer asilo e a pedir o reagrupamento familiar na Europa. O interesse superior individual de cada criança não-acompanhada deve ser analisado antes da tomada de quaisquer medidas. A UNICEF apoia o direito de todas as crianças ao reagrupamento familiar, em particular porque as crianças que vivem e viajam sem o apoio das suas famílias estão em perigo de vir a ser alvo de abusos e exploração por passadores e traficantes.

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