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porUNICEF
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a 18 JAN 2016

MAIS DE 12 MILHÕES DE CRIANÇAS TÊM ACESSO A UMA MELHOR EDUCAÇÃO GRAÇAS À PARCERIA ENTRE A IKEA FOUNDATION, UNICEF E SAVE THE CHILDREN

A 13ª edição da Campanha ‘Peluches para a Educação’ da IKEA Foundation, em parceria com a UNICEF e a Save the Children, angariou 1.1 milhões de euros para melhorar o acesso à educação em países em desenvolvimento. A iniciativa, que foi lançada nas lojas IKEA de todo o mundo em 2003, permitiu angariar desde então um total acumulado de 88 milhões de euros que têm vindo a possibilitar o acesso à escola a mais de 12 milhões de crianças em situação de pobreza ou vulnerabilidade social, em 46 países. Em Portugal, o montante angariado entre 1 de Novembro e 31 de Dezembro de 2015 foi de 136 mil Euros.

Os fundos recolhidos através da Campanha – por cada peluche e livro vendidos nas lojas IKEA, a IKEA Foundation doou 1€ a projetos desenvolvidos pela UNICEF e a Save the Children – representam um importante contributo a formação de professores, o fornecimento de material escolar e a melhoria dos sistemas de proteção de crianças em escolas e comunidades locais

Per Heggenes, CEO da IKEA Foundation refere “A educação é o caminho mais sólido para sair da pobreza. Todas as crianças têm o direito à educação, mas sabemos que muitas ainda ficam para trás. A parceria da IKEA Foundation com a UNICEF e a Save The Children, ao longo de 13 anos, ajudou-nos a responder a este problema de uma forma estratégica, investindo na melhoria da qualidade da educação, em algumas das comunidades mais pobres do mundo. Estamos muito gratos aos clientes e colaboradores IKEA que tanto se têm esforçado para que o direito à educação seja uma realidade para mais de 12 milhões de crianças.”

Na Etiópia, os fundos da IKEA Foundation permitiram à UNICEF chegar às crianças das comunidades rurais, através do lançamento de um modelo escolar flexível e que lhes permite ter acesso ao ensino básico. Este modelo tem vindo a ser tão bem sucedido que o governo da Etiópia o replicou à escala nacional.

No caso da China, os fundos da IKEA Foundation apoiaram o desenvolvimento de centros para crianças desfavorecidas e que vivem em comunidades rurais. O impacto positivo destes centros na vida destas crianças contribuiu para que o governo chinês tenha decidido tornar universal o acesso ao ensino pré-escolar no país.

“A gratidão da UNICEF vai para a IKEA Foundation, os colaboradores e clientes da IKEA pelo empenho que demonstraram ao longo dos últimos 13 anos para ajudar a transformar a vida das crianças através da educação,” afirmou a Responsável Global da UNICEF para a Educação, Josephine Bourne. “Vamos dar continuidade aos progressos já alcançados para multiplicar o número de crianças que, de entre as mais vulneráveis e marginalizadas, passarão a ter a oportunidade de construir um futuro melhor para si e para as suas famílias através da educação.”

O contributo das lojas IKEA em Portugal

Com a ajuda dos seus colaboradores e clientes, a IKEA Portugal contribuiu para esta edição com o montante de 136 mil euros. E, em paralelo, apoiou a nível nacional a Cruz Vermelha Portuguesa, com a iniciativa ‘Doe 1 Peluche, Ofereça Mais 1 Sorriso’, angariando 1.980 peluches e livros IKEA para as crianças apoiadas, em Portugal, por esta instituição.

“Desde a abertura da primeira loja IKEA no nosso país, a adesão dos clientes e o empenho dos seus colaboradores foram decisivos para os resultados alcançados ao longo dos 13 anos de vida desta campanha,” declarou Madalena Marçal Grilo, Diretora Executiva da UNICEF Portugal. “Graças aos fundos angariados, milhões de crianças vulneráveis e marginalizadas viram realizado o seu direito a uma educação de qualidade. Estamos certos de que o empenho da IKEA Foundation para com o trabalho da UNICEF em benefício das crianças se manterá através de novas formas de colaboração”.

Embora a Campanha de Peluches para a Educação tenha concluído o seu ciclo de 13 anos com grande sucesso, a IKEA Foundation vai continuar empenhada em apoiar a UNICEF e a Save the Children através do financiamento, já em curso, na Europa, África Subsariana e Ásia, nas áreas da educação, cuidados e desenvolvimento na primeira infância, protecção infantil, adolescência e resposta humanitária.

UNICEF

A história de Nokulunga na África do Sul
Ao crescer, Nokulunga nunca imaginou que um dia entraria na universidade e muito menos que viria a estudar Medicina. Matriculada no segundo ano da licenciatura em Medicina Dentária na Universidade de Pretória, na África do Sul, o seu campus está a anos-luz do bairro-de-lata em que cresceu. O ponto de viragem na vida de Nokulunga surgiu quando, no 9º ano, teve a oportunidade de participar no programa TechnoGirl. Com o apoio da UNICEF e financiado em parte por doadores como a IKEA Foundation, TechnoGirl é um programa de aconselhamento vocacional no âmbito do projecto Schools for Africa, que visa expor as raparigas a carreiras em campos de que tradicionalmente estão arredadas como o das engenharias, ciências e medicina. O estágio que Nokulunga realizou numa empresa de engenharia despertou o seu interesse pelas ciências. “Olhando agora para esta bata branca,” afirmou Nokulunga apontando para a sua bata de laboratório, “vêem-se apenas as minhas iniciais e apelido bordados no bolso. Mas já estou na contagem crescente dos 36 meses que faltam para que seja acrescentado o título ‘Doutora’!”

Estudar apesar do surto de Ébola na Serra Leoa
Jan Sankoh, com 12 anos de idade, ainda não consegue decidir se quer vir a ser engenheiro ou piloto quando for grande. Mas quer acabe por estudar planos de construção ou a pilotar aviões, sabe que precisa de ir à escola – algo que ele não pôde fazer durante nove meses devido ao surto de Ébola, qua causou a morte a mais de 3.400 pessoas no seu país, a Serra Leoa, desde Maio de 2014. Quando a crise do Ébola obrigou ao encerramento das escolas do país, o Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia – com o apoio da UNICEF e outros parceiros – assegurou a continuidade do processo de aprendizagem através de um programa educativo difundido por uma estação de rádio nacional. Jan, juntamente com centenas de milhares de outros alunos, seguiram o programa de rádio. Embora não substituísse as oportunidades de interacção na sala de aula, ajudou-o a si e aos seus colegas a estarem preparados quando as escolas reabrissem as suas portas. Felizmente, a escola primária de Jan, em Wellington, na parte oriental de Freetown, a capital, reabriu em Abril de 2015. Juntamente com cerca de 1.8 milhões de alunos que já estavam matriculados na escola, Jan pôde finalmente regressar à sua sala de aulas.

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