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porUNICEF
fonteUNICEF
a 07 NOV 2015

UNICEF aplaude o fim do surto de Ébola na Serra Leoa e pede mais apoio para as mais de 11.500 crianças afectadas

A declaração da OMS a assinalar o fim do surto de Ébola na Serra Leoa, hoje divulgada, é acolhida pela UNICEF como uma importante vitória para a resposta coordenada e em larga escala que durou 18 meses. Mas a vigilância reforçada deve prosseguir para que o país possa estar preparado para alguns surtos futuros possíveis, e o trabalho deve ser intensificado para dar apoio aos que foram afectados pelo surto e para construir a sua recuperação resiliente.

“Esta crise sanitária sem precedentes tem tido um impacte profundo e trágico nas crianças, através da infecção directa e da morte, mas também devido às medidas de quarentena, ao encerramento de escolas e aos efeitos recessivos na economia,” afirmou o Representante da  UNICEF na Serra Leoa, Geoff Wiffin.

“Não podemos permitir-nos a abrandar os nossos esforços porque os investimentos ao longo dos próximos meses vão ajudara a reduzir o impacte a longo prazo do surto sobre as gerações vindouras. Precisamos de interagir com as comunidades, reforçar o sistema de saúde e outros serviços básicos, e certificarmo-nos de que as famílias afectadas – incluindo sobreviventes e órfãos – não serão esquecidas.”

Durante o surto, a UNICEF desempenhou um papel chave no fornecimento de equipamento médico, com um carregamento de mais de meio-milhão de fatos protectores para trabalhadores de saúde. A UNICEF criou centros de cuidados comunitários contra o Ébola a fim de aumentar o número de camas para doentes com Ébola em 2014, criou centros de cuidados para as crianças afectadas, e promoveu o envolvimento de comunidades através de mensagens de segurança através da rádio, por SMS, cartazes e visitas porta-à-porta.

Para apoiar os esforços governamentais neste contexto, a UNICEF desempenhou também um papel crucial na reabertura das escolas, no retomar da campanha de vacinação massiva, e no lançamento de projectos para grupos vulneráveis, tais como crianças afectadas pelo Ébola, crianças fora da escola, e raparigas que engravidaram durante o surto.

Neste mês de Novembro, a UNICEF com apoio da União Europeia, vai dar início a 16 projectos de construção a fim de reforçar as instalações de saúde em todo o país. Separadamente, o trabalho também vai começar este mês para a construção de duas escolas de formação para Auxiliares de Saúde Materno-Infantil.

Mais de 11.500 crianças na Serra Leoa sofreram o impacte da doença, quer através da infecção por Ébola, perdendo ambos os pais para a doença, ou tendo de ficar em quarentena. Pelo menos 1.8 milhões de crianças em idade escolar tiveram de esperar oito meses até à reabertura das salas de aula.

“A chegada ao final de um surto proporciona um enorme alívio”, afirmou Wiffin, “mas o surto continua ao nosso lado, na Guiné, e até que lá se chegue a zero casos, temos de nos manter em alerta máximo, especialmente nos distritos fronteiriços como o de Kambia. A vizinha Libéria também registou alguns casos após ter sido declarado o fim do seu surto, pelo que temos de estar extremamente vigilantes.”
 

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